- A Braskem registrou um prejuízo de R$ 267 milhões no segundo trimestre de 2025, uma queda de 93% em relação ao ano anterior.
- O Ebitda foi de R$ 427 milhões, abaixo da expectativa de R$ 946 milhões do mercado.
- A receita líquida caiu para R$ 17,86 bilhões, comparada a R$ 19,07 bilhões no mesmo período do ano passado.
- A alavancagem aumentou para 10,59 vezes, e o fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 1,2 bilhão.
- Após os resultados, as ações da empresa caíram 3,64%, cotadas a R$ 8,21.
A Braskem (BRKM5), maior petroquímica da América Latina, reportou um prejuízo de R$ 267 milhões no segundo trimestre de 2025, uma queda de 93% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado operacional, medido pelo Ebitda, foi de R$ 427 milhões, bem abaixo das expectativas do mercado, que projetava R$ 946 milhões. A receita líquida caiu para R$ 17,86 bilhões, em comparação aos R$ 19,07 bilhões do ano passado.
A alavancagem da empresa aumentou para 10,59 vezes, em comparação a 7,98 vezes no trimestre anterior. O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 1,2 bilhão, refletindo um consumo de caixa de R$ 1,45 bilhão, um aumento significativo em relação aos R$ 74 milhões do ano anterior. A Braskem informou que, apesar de uma melhor gestão do capital de giro, os resultados ainda foram impactados pela queda nos preços das resinas e matérias-primas.
Impacto no Mercado
Após a divulgação dos resultados, as ações da Braskem caíram 3,64%, cotadas a R$ 8,21. O JPMorgan avaliou o desempenho como negativo, destacando que, embora os volumes de vendas tenham se mantido estáveis, a compressão de margens foi maior do que o esperado. A dívida líquida ajustada subiu para US$ 6,9 bilhões, mas a empresa possui liquidez suficiente para cobrir os vencimentos nos próximos 30 meses.
O Bradesco BBI revisou suas estimativas para baixo, ajustando o preço-alvo das ações para R$ 10, abaixo dos R$ 12 anteriores. A recomendação permanece neutra, com a expectativa de que medidas antidumping contra o polietileno dos EUA possam beneficiar a Braskem.
Expectativas Futuras
Analistas da XP acreditam que o terceiro trimestre de 2025 pode trazer uma recuperação, caso a hipótese de efeito temporal se confirme. A aprovação do projeto de lei PRESIQ é vista como uma possível solução para os desafios enfrentados pela Braskem e pelo setor químico como um todo.
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