- Importadores brasileiros de diesel da Rússia reativaram contatos com fornecedores americanos devido a possíveis sanções dos Estados Unidos.
- O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está elaborando um plano de contingência para evitar desabastecimento.
- A Rússia fornece atualmente 66% do diesel importado pelo Brasil, tornando-se o principal fornecedor após a invasão da Ucrânia em 2022.
- A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) alertou que a suspensão das compras da Rússia pode aumentar os preços internos do diesel.
- O governo brasileiro não vê risco imediato de desabastecimento, mas monitora a situação e considera aumentar as compras de diesel de países do Oriente Médio.
BRASÍLIA – Importadores brasileiros de diesel da Rússia estão reativando contatos com fornecedores americanos em resposta a possíveis sanções dos Estados Unidos. O governo Lula também está elaborando um plano de contingência para evitar desabastecimento, especialmente após o anúncio de uma sobretaxa de 50% sobre produtos indianos que compram petróleo russo.
A Rússia, que atualmente fornece 66% do diesel importado pelo Brasil, se tornou o principal fornecedor após a invasão da Ucrânia em 2022. Com o aumento das tensões políticas, autoridades e empresários brasileiros temem novas sanções que poderiam afetar as compras de diesel russo. O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou o Brasil em relação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que pode agravar a situação.
Grandes distribuidoras, como Vibra e Ipiranga, estão atentas às implicações das sanções. A Ipiranga afirmou que não realiza transações que infrinjam sanções, enquanto a Vibra destacou que suas compras passam por rigorosas avaliações de compliance. A Raízen, por sua vez, optou por não comentar.
Mudanças no Mercado
Com o aperto das sanções, comercializadores brasileiros estão buscando alternativas no mercado americano e no Golfo do México. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) alertou que, caso o Brasil suspenda as compras da Rússia, os preços internos do diesel podem aumentar. O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, mencionou que o diesel russo é atualmente mais barato, com um desconto de cerca de US$ 0,02 por galão.
A dependência do diesel russo é significativa, já que a Rússia representa quase 10% do mercado global de petróleo. Se as sanções forem ampliadas, isso pode causar um desequilíbrio na oferta e demanda global. O governo brasileiro, embora não veja risco imediato de desabastecimento, está monitorando a situação de perto.
Planos de Contingência
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério de Minas e Energia (MME) foram informados de que não há risco de desabastecimento no curto prazo. No entanto, a incerteza sobre a capacidade das refinarias americanas de atender ao mercado brasileiro persiste, especialmente com a alta demanda da União Europeia por diesel americano.
As empresas brasileiras estão considerando aumentar as compras de diesel de países do Oriente Médio como uma alternativa viável. A situação continua a evoluir, e o mercado de combustíveis permanece em alerta diante das possíveis mudanças nas relações comerciais.
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