- A Caterpillar, fabricante de equipamentos de construção, teve suas ações rebaixadas pela Morgan Stanley para “underweight”.
- O analista Angel Castillo apontou riscos de revisão negativa de lucros devido a tarifas, prevendo uma queda de 19% no preço das ações.
- As ações da empresa subiram mais de 50% desde abril, mas a rentabilidade não acompanhou esse crescimento.
- Os resultados financeiros mostraram uma queda de 18% no lucro operacional em relação ao ano anterior, atribuída ao aumento dos custos de produção.
- A análise da Morgan Stanley sugere que o risco de queda nas ações é maior do que o potencial de valorização, com uma relação de risco/recompensa de 2 para 1.
Caterpillar, fabricante de equipamentos de construção, enfrenta um novo desafio no mercado financeiro. As ações da empresa, que subiram mais de 50% desde abril, foram rebaixadas pela Morgan Stanley para “underweight”, citando riscos associados a tarifas que podem impactar negativamente os lucros.
O analista Angel Castillo destacou que, apesar do aumento expressivo das ações, a rentabilidade e os fundamentos da empresa não acompanharam esse crescimento. A previsão é de uma queda de 19% no preço das ações, com um novo alvo de US$ 350, em comparação com os US$ 283 anteriores. Castillo alertou para um “risco de revisão negativa dos lucros”, enfatizando que os custos de fabricação aumentaram, em grande parte devido às tarifas impostas.
Impacto das Tarifas
Os resultados financeiros mais recentes da Caterpillar revelaram uma queda de 18% no lucro operacional em relação ao ano anterior. A empresa atribuiu essa redução, em parte, ao aumento dos custos de produção, que refletem o impacto das tarifas. Castillo afirmou que os desafios impostos pelas tarifas são custos reais de operação e devem ser considerados nas análises de desempenho da empresa.
Embora alguns analistas acreditem que a Caterpillar possa superar esses obstáculos, a Morgan Stanley vê um cenário de deterioração contínua nos fundamentos da empresa. A análise sugere que o risco de queda nas ações é maior do que o potencial de valorização, com uma relação de risco/recompensa de 2 para 1.
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