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OMC projeta impacto do tarifaço de Trump no comércio global

OMC prevê queda de 0,2% no comércio de bens em 2025, impactada por tarifas dos EUA e incertezas políticas; crescimento de serviços será limitado a 4%

OMC aponta contração de 0,2% no comércio de bens (Foto: Monica Almeida/The New York Times)
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  • A Organização Mundial do Comércio (OMC) revisou suas projeções para o comércio global em 2025, prevendo uma leve contração de 0,2% no comércio de bens e um crescimento reduzido de 4% nos serviços.
  • A revisão se deve a tarifas comerciais elevadas impostas pelos Estados Unidos e incertezas políticas.
  • Em 2024, o comércio de mercadorias cresceu 2,9%, superando o crescimento do PIB global, que foi de 2,8%.
  • A Europa foi a única região a registrar quedas nas exportações e importações, com uma redução de 3,2% no comércio dentro da União Europeia.
  • A China liderou as exportações, totalizando US$ 3,58 trilhões, enquanto os Estados Unidos lideraram as importações, com US$ 3,36 trilhões.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) revisou suas projeções para o comércio global em 2025, prevendo uma leve contração de 0,2% no comércio de bens e um crescimento reduzido de 4% nos serviços. Essa atualização ocorre em um contexto de tarifas comerciais elevadas impostas pelos Estados Unidos e incertezas políticas.

O relatório anual, divulgado nesta quinta-feira, 7, destaca que, em 2024, o volume de comércio de mercadorias cresceu 2,9%, superando o crescimento do PIB global, que foi de 2,8%. Este foi o primeiro ano desde 2017 em que o comércio de bens teve desempenho superior ao PIB, exceto durante a recuperação pós-pandemia. O comércio de serviços também teve um desempenho positivo, com aumento de 6,8% em volume e 9% em valor.

Impactos das Tarifas Comerciais

A OMC atribui a revisão das projeções a tarifas em alta e à incerteza nas políticas comerciais. Apesar do crescimento em 2024, a Europa foi a única região a registrar quedas nas exportações e importações, com uma redução de 3,2% no comércio dentro da União Europeia. Excluindo a UE, o crescimento global de bens foi de 4,3%.

A China se destacou como líder nas exportações, totalizando US$ 3,58 trilhões, enquanto os EUA lideraram as importações, com US$ 3,36 trilhões. O superávit comercial da China aumentou em 20%, alcançando US$ 990 bilhões, impulsionado pela fraca demanda interna.

Desempenho dos Serviços

No setor de serviços, o segmento de viagens cresceu 13%, e os serviços digitais, como computação e finanças, avançaram 8,3%, totalizando US$ 4,64 trilhões. A OMC observou que os serviços digitais representaram 14,5% das exportações globais de bens e serviços. Embora não diretamente afetado por tarifas, o setor de serviços também sente os efeitos da desaceleração no comércio de bens, que reduz a demanda por serviços relacionados, como transporte e logística.

A previsão inicial de crescimento de 5,1% para os serviços foi ajustada para 4%, embora haja expectativa de melhora após abril, devido a mudanças nas políticas comerciais.

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