- A Casa Apis, cooperativa de mel orgânico do Piauí, enfrenta dificuldades após os Estados Unidos imporem uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
- A cooperativa, que atende 800 famílias e destina 80% de sua produção ao mercado norte-americano, teve um comprador cancelar a compra de 95 toneladas de mel.
- Importadores, no entanto, afirmaram que honrarão contratos já firmados, mesmo com o aumento do imposto.
- O diretor geral da Casa Apis, Sitonho Dantas, informou que as exportações para os EUA foram retomadas, com o envio de quatro contêineres em uma semana.
- A cooperativa busca diversificar seus mercados, participando de feiras internacionais na Europa, Oriente Médio e Ásia, devido à dependência do mercado norte-americano.
A Casa Apis, uma das maiores cooperativas de mel orgânico do Piauí, enfrenta desafios após os EUA imporem uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A cooperativa, que atende 800 famílias e destina 80% de sua produção ao mercado norte-americano, viu um comprador cancelar a compra de 95 toneladas de mel logo após o anúncio da tarifa. Contudo, importadores sinalizaram que honrarão contratos já firmados, mesmo com o aumento do imposto.
O diretor geral da Casa Apis, Sitonho Dantas, relatou que, após um período de incertezas, os contêineres foram liberados e as exportações para os EUA foram retomadas. Recentemente, a cooperativa enviou quatro contêineres em uma semana. Ele destacou que a responsabilidade da cooperativa se encerra no porão do navio, e que os importadores arcarão com a tarifa.
O Piauí, que se consolidou como o segundo maior produtor de mel orgânico do Brasil, viu sua produção triplicar na última década. Apesar do crescimento, a cooperativa busca diversificar seus mercados, participando de feiras internacionais para explorar oportunidades na Europa, Oriente Médio e Ásia. Sitonho lamentou que a dependência do mercado norte-americano pode ter sido um erro estratégico.
A Cooperativa Mista dos Apicultores da Microrregião de Simplício Mendes (Comapi) também enfrenta dificuldades. Com 90% de sua produção destinada aos EUA, a cooperativa não possui contratos fixos e teme o impacto da tarifa. A gerente Janete Dias mencionou que a falta de posicionamento dos importadores gera incertezas sobre o futuro das vendas.
Além das questões comerciais, a Comapi enfrenta uma crise de seca prolongada, reduzindo seus estoques e forçando muitos cooperados a buscar alternativas de subsistência. A expectativa é que a safra de mel comece em janeiro, mas as incertezas sobre a venda permanecem. Janete destacou a importância das certificações internacionais, que são custosas e essenciais para acessar o mercado externo.
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