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Aviões da Voepass permanecem parados sob vigilância em Ribeirão Preto

Sete aviões da Voepass permanecem parados em Ribeirão Preto, enquanto a economia local teme os impactos da ausência da companhia aérea

Aeronaves da Voepass paradas em pátio do aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, no interior paulista, depois de a companhia aérea ter sido proibida de voar (Foto: Marcelo Toledo - 28.mai.25/Folhapress)
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  • Sete aviões modelo ATR da Voepass estão parados no aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto.
  • A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) cassou o certificado de operador aéreo da companhia após a suspensão de suas operações em março de 2025.
  • As aeronaves estão sob vigilância e passam por manutenção realizada por mecânicos contratados.
  • Funcionários do aeroporto e ex-empregados da Voepass expressam preocupação com os impactos econômicos da ausência da companhia na região.
  • Há expectativa de que algumas aeronaves deixem o local em breve, mas temores sobre a recuperação total das mesmas persistem.

Sete aviões modelo ATR da Voepass, companhia aérea com sede em Ribeirão Preto, estão parados no aeroporto Leite Lopes após a cassação de seu certificado de operador aéreo pela Anac. As operações da empresa foram suspensas em março de 2025, e a decisão final da Anac ocorreu em junho do mesmo ano.

As aeronaves, que estão sob vigilância constante, passam por manutenção realizada por mecânicos contratados. A situação levanta preocupações sobre o futuro das aeronaves e os impactos econômicos na região. A Voepass, que operava voos para destinos como São Paulo e Fernando de Noronha, foi marcada por um trágico acidente em agosto de 2024, quando um de seus ATR 72-500 caiu, resultando na morte de 62 pessoas.

A manutenção das aeronaves é feita por gestores de contratos de leasing, que contrataram pelo menos dez mecânicos. Os vigilantes têm a função de evitar furtos de peças, especialmente durante a madrugada, quando o movimento no aeroporto é reduzido. A Rede Voa, responsável pela administração do aeroporto, desenvolveu um plano de preservação para os turboélices, que estão com restrições de acesso e peso extra para evitar decolagens não autorizadas.

Funcionários do aeroporto e ex-empregados da Voepass expressam preocupação com a ausência da companhia, que impacta negativamente a economia local, reduzindo a arrecadação de impostos e a oferta de voos. A expectativa é que algumas das aeronaves deixem Ribeirão Preto em breve, mas há temores de que nem todas sejam recuperadas, podendo acabar como sucata.

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