- O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, teve um bom desempenho no primeiro semestre de 2023, mas caiu em julho devido ao aumento das tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros.
- O economista Felipe Miranda, cofundador e estrategista-chefe da Empiricus, prevê uma valorização recorde da Bolsa até o final do ano.
- Em julho, após a sobretaxa de 50%, o Ibovespa apresentou variação negativa, mas em agosto já acumulava valorização de 2,61% em reais e 5,94% em dólar.
- Miranda destaca a queda dos juros e um dólar mais fraco como fatores importantes para a recuperação do índice.
- Ele também menciona que a volatilidade pode ocorrer, mas a tendência de alta da Bolsa deve se manter, especialmente com o cenário pré-eleitoral e o fenômeno global conhecido como “everything rally”.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, teve um desempenho positivo no primeiro semestre de 2023, mas enfrentou uma queda em julho devido ao aumento das tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros. Apesar desse cenário, o economista Felipe Miranda, cofundador e estrategista-chefe da Empiricus, acredita que a Bolsa deve alcançar uma valorização recorde até o final do ano.
Em julho, após o anúncio da sobretaxa que elevou as tarifas para 50%, o Ibovespa registrou uma variação negativa. No entanto, em agosto, o índice já acumulava uma valorização de 2,61% em reais e 5,94% em dólar. Miranda destaca que, embora o tarifaço represente uma força negativa, ele é pequeno em comparação a outros fatores que impulsionam a valorização da Bolsa.
Fatores de Valorização
O economista aponta que a queda dos juros e um dólar mais fraco são elementos cruciais para essa recuperação. O juro, atualmente em 15%, deve cair, e a inflação, medida pelo IPCA, deve apresentar resultados negativos em agosto. Historicamente, momentos de dólar fraco têm sido associados à valorização de mercados emergentes, o que pode beneficiar o Brasil.
Miranda também menciona que, apesar de possíveis episódios de volatilidade devido ao tarifaço, a tendência de alta da Bolsa não deve ser alterada. Ele observa que o cenário pré-eleitoral pode gerar um “trade eleitoral”, refletindo-se positivamente no mercado. A experiência da Argentina, onde a Bolsa começou a subir 14 meses antes da eleição de Milei, é um exemplo que pode ser considerado.
Expectativas Futuras
O fenômeno conhecido como everything rally, que tem impulsionado os mercados globais, também pode beneficiar o Brasil. Miranda ressalta que, embora o tarifaço tenha causado uma deterioração temporária, a trajetória de valorização da Bolsa brasileira permanece intacta. Com ativos considerados baratos e a expectativa de um ambiente econômico mais favorável, o cenário para o Ibovespa até o final do ano é otimista.
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