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Bridgestone investe nos EUA e Europa para recuperar perdas no mercado brasileiro

Bridgestone busca recuperação com revitalização da Firestone e aumento da produção na América do Norte para compensar perdas no Brasil

Empresa planeja direcionar os esforços para os EUA, segundo o CEO Shuichi Ishibashi. (Foto: Toru Hanai/Bloomberg)
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  • A Bridgestone anunciou um plano para revitalizar a marca Firestone e aumentar a produção na América do Norte.
  • A empresa espera um crescimento de 20,5% no lucro operacional ajustado para o ano fiscal nas Américas.
  • As perdas no Brasil levaram a empresa a acelerar a reestruturação, especialmente na fábrica de Santo André.
  • O CEO Shuichi Ishibashi destacou que os Estados Unidos são um mercado prioritário e que os recursos serão direcionados para aumentar as vendas na região.
  • A gestão espera um retorno à lucratividade até o quarto trimestre de 2023, com foco em melhorias no mix de preços e redução nas importações de pneus de baixo custo.

A Bridgestone anunciou um plano para revitalizar sua marca Firestone e aumentar a produção na América do Norte, buscando compensar as perdas significativas enfrentadas no Brasil. A fabricante japonesa de pneus espera um crescimento de 20,5% no lucro operacional ajustado para o ano fiscal nas Américas, conforme divulgado no balanço do primeiro semestre.

A empresa já havia reduzido pela metade suas estimativas de custos com tarifas americanas e uma possível desaceleração econômica nos Estados Unidos, agora projetando valores de ¥25 bilhões (US$ 169,3 milhões) e ¥10 bilhões, respectivamente. O CEO Shuichi Ishibashi destacou que os Estados Unidos são um mercado prioritário e que os recursos serão direcionados para aumentar as vendas na região, além de na Europa.

Estratégia de Crescimento

A América do Norte representou 49% da receita total da Bridgestone no último ano fiscal. Ishibashi afirmou que a empresa pode atingir suas metas de lucro para 2025, desde que as melhorias no mix de preços e a redução nas importações de pneus de baixo custo sejam efetivas. O analista sênior da Bloomberg Intelligence, Tatsuo Yoshida, comentou que a empresa deve se beneficiar de esforços de reestruturação e controle de custos.

As perdas no Brasil atingiram o ponto mais baixo desde o primeiro trimestre, levando a Bridgestone a acelerar sua reestruturação, especialmente na fábrica de Santo André. A gestão espera um retorno à lucratividade até o quarto trimestre de 2023. Ishibashi enfatizou que 2025 será um ano de medidas emergenciais, buscando transformar as pressões tarifárias em oportunidades de crescimento.

O lucro operacional ajustado do segundo trimestre aumentou 13% em relação ao ano anterior, superando as expectativas do mercado. A empresa continua a focar em estratégias que visam não apenas a recuperação, mas também a expansão em mercados mais promissores.

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