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China abre mercado para produtos brasileiros e destaca açaí como opção atrativa

Brasil fortalece laços comerciais com a China, ampliando exportações de café e carne em meio a tarifas dos EUA e incertezas globais

Fachada de uma unidade da rede de sorvetes e chás Mixue, em Pequim, na China (Foto: Nelson de Sá - 16.5.25/Folhapress)
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  • O Brasil habilitou 183 empresas de café para intensificar as exportações para a China.
  • A China demonstrou interesse em aumentar as importações de carne brasileira, que também enfrenta tarifas.
  • A ApexBrasil lançou campanhas de marketing na China, promovendo a parceria entre os países.
  • O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, e o chanceler chinês, Wang Yi, discutiram a cooperação bilateral.
  • A diversificação das exportações brasileiras para a China está em crescimento, com produtos como café e açaí ganhando destaque.

Após a habilitação de 183 empresas brasileiras de café, o Brasil intensifica sua relação comercial com a China, especialmente em um contexto de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A Embaixada da China expressou interesse em aumentar as importações de produtos brasileiros, incluindo carne, que também enfrenta tarifas. Recentemente, um post nas redes sociais destacou a possibilidade de “churrasco na China”, promovendo restaurantes de rodízio em grandes cidades como Pequim e Xangai.

A ApexBrasil tem promovido campanhas de marketing na China, reforçando a parceria estratégica entre os dois países. Desde a visita do presidente Lula em maio, ações têm sido direcionadas para produtos como café e açaí, com destaque para a rede Luckin e Mixue. O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, conversou com o chanceler chinês Wang Yi, enfatizando a importância da cooperação bilateral em um cenário de incertezas globais.

Relação Estratégica

Wang Yi afirmou que a China está disposta a colaborar com o Brasil para compensar as incertezas externas, apoiando o país na defesa de seus direitos de desenvolvimento. Ele se referiu à taxação de produtos brasileiros como uma prática de “bullying”, destacando a necessidade de solidariedade no Sul Global, especialmente através do mecanismo Brics.

Amorim ressaltou a importância de manter altos níveis de contato entre os líderes dos países, mencionando a necessidade de uma nova conversa entre Lula e o presidente russo, Vladimir Putin. A relação entre Brasil e China se torna cada vez mais relevante, especialmente com a diminuição da participação americana nas exportações brasileiras, que caiu de 24,4% em 2001 para 12,2% em 2024.

Perspectivas Futuras

O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV aponta que a diversificação das exportações brasileiras para a China é uma tendência crescente, embora a estabilidade histórica nas relações comerciais ainda prevaleça. Produtos como minério de ferro e soja continuam a dominar, mas a inclusão de café e outros itens pode alterar esse panorama. O fluxo de produtos e investimentos entre os dois países está em ascensão, refletindo uma nova fase nas relações comerciais.

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