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Clonagem de modelos revoluciona campanhas de moda com uniformidade e economia

H&M implementa clones digitais de modelos reais, permitindo licenciamento de identidades e gerando novas oportunidades de monetização na moda

Gêmeos digitais: dos clones digitais de modelos para a marca H&M. (Foto: H&M)
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  • A H&M anunciou o uso de clones digitais de modelos reais em suas campanhas, permitindo que as modelos licenciem suas identidades.
  • A estratégia busca integrar as modelos ao processo de criação e oferecer novas formas de monetização.
  • Os clones digitais foram gerados a partir de escaneamentos 3D de trinta modelos, que poderão desfilar em catálogos à distância.
  • O Fashion Workers Act de Nova York, que entra em vigor em junho de 2025, exigirá consentimento para o uso de avatares digitais.
  • A H&M também planeja permitir que modelos licenciem seus clones para outras marcas, enquanto Balmain desenvolve musas digitais para atrair novos consumidores.

A H&M anunciou que utilizará clones digitais de modelos reais em suas campanhas, permitindo que as profissionais licenciem suas identidades. A estratégia visa integrar as modelos ao processo, oferecendo uma nova forma de monetização. A empresa reconhece que a opinião pública pode ser dividida, mas acredita que a inovação trará benefícios.

Os clones digitais foram criados a partir de escaneamentos 3D de 30 modelos, que agora desfilarão em catálogos enquanto estão a milhares de quilômetros de distância. Essa abordagem, que reduz custos e aumenta a eficiência, já foi testada por marcas como Balmain e Levi’s, que usaram avatares digitais em suas campanhas. Balmain, por exemplo, apresentou supermodelos gerados por computador em 2018, enquanto Levi’s buscou diversidade com a ajuda da tecnologia.

Regulamentação em Andamento

Com a crescente adoção de avatares digitais, surgem também novas regulamentações. O Fashion Workers Act de Nova York, que entra em vigor em junho de 2025, exigirá consentimento explícito para o uso de clones digitais, detalhando duração e finalidade. Na União Europeia, o AI Act também exigirá a rotulagem de conteúdos sintéticos a partir de agosto de 2026.

A utilização de avatares digitais levanta preocupações entre profissionais da moda, como fotógrafos e estilistas, que temem perder espaço no mercado. Além disso, a possibilidade de um mesmo rosto aparecer em várias campanhas simultaneamente pode criar uma disparidade entre modelos premium e identidades genéricas.

O Futuro da Moda Digital

A H&M planeja permitir que suas modelos licenciem seus clones para outras marcas, enquanto Balmain desenvolve novas musas digitais para atrair a geração que consome em plataformas como Roblox. A tecnologia promete transformar a indústria, mas a busca por autenticidade e presença física continua a ser um valor importante.

A beleza e a individualidade, por enquanto, permanecem inimitáveis. A indústria da moda enfrenta um dilema: como equilibrar a inovação tecnológica com a essência humana que ainda atrai consumidores.

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