- O Brasil enfrenta um aumento de ataques cibernéticos e falta de profissionais qualificados na área de cibersegurança.
- A fusão entre Acadi-TI e IPV7 Security cria o maior ecossistema privado de cibersegurança do país, com previsão de faturamento de R$ 1,5 bilhão em cinco anos.
- O novo grupo pretende formar mais de 50 mil alunos e atender 4 mil empresas até 2027.
- Um projeto social irá capacitar mil jovens em cibersegurança nos próximos dois anos, visando proteger pequenas empresas.
- A IPV7 já realizou mais de 10 aquisições e planeja expansão internacional, atraindo interesse de fundos estrangeiros.
Em meio ao aumento de ataques cibernéticos e à escassez de profissionais qualificados, a fusão entre Acadi-TI e IPV7 Security promete transformar o cenário da cibersegurança no Brasil. O novo grupo almeja faturar 1,5 bilhão de reais nos próximos cinco anos, criando o maior ecossistema privado do setor no país.
O Brasil é um dos cinco países mais atacados do mundo, segundo dados da Kaspersky e Check Point. A fusão surge como resposta à demanda crescente por serviços de cibersegurança e à fragmentação do mercado. A Acadi-TI, especializada em educação em segurança da informação, e a IPV7, focada em serviços técnicos, pretendem formar mais de 50.000 alunos e atender 4.000 empresas até 2027.
Droander Martins, CEO da IPV7, destaca que o mercado carece de uma abordagem integrada, onde empresas possam formar profissionais, treinar equipes e auditar operações de forma estratégica. A Acadi-TI, fundada por Josué Luz, já fornece treinamento para instituições como a Polícia Federal e grandes bancos, utilizando métodos inovadores como simulações de ataques reais.
Projetos Sociais e Expansão
Além do foco em formação, a fusão inclui um projeto social que visa capacitar mil jovens em cibersegurança nos próximos dois anos. O objetivo é preparar esses jovens para proteger pequenas empresas, muitas vezes desprovidas de recursos adequados. Conversas com governos estaduais também estão em andamento para levar educação em segurança digital a escolas públicas.
A IPV7, por sua vez, realiza auditorias e testes de invasão, com um histórico de mais de 10 aquisições nos últimos anos. A estratégia inclui expansão internacional, oferecendo serviços a preços competitivos, aproveitando a variação cambial. O grupo já atrai o interesse de fundos estrangeiros, mas, por enquanto, opera com capital próprio.
Josué Luz e Droander Martins acreditam que a cibersegurança se tornará uma prioridade nas operações das empresas brasileiras. Eles vislumbram um futuro onde a segurança digital será parte essencial de qualquer negócio, promovendo uma mudança cultural no setor. O novo grupo está preparado para liderar essa transformação, com um modelo de governança robusto e planos para um IPO em breve.
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