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Países árabes ampliam importações de produtos brasileiros em vez de EUA

Brasil redireciona exportações para mercados árabes, aproveitando tarifas mais baixas em produtos como café e carne bovina após tarifa dos EUA.

Produtos que são exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, mas ainda não vendidos aos países árabes, têm potencial de pequena absorção, caso dos produtos semimanufaturados de ferro ou aço e madeira de coníferas (Foto: Márcio Fernandes/Estadão)
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  • Os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, afetando o comércio bilateral.
  • O Brasil busca novos mercados, especialmente no mundo árabe, onde as tarifas são mais baixas.
  • Um estudo da Câmara Árabe-Brasileira indica que o Brasil pode redirecionar exportações, como café e carne bovina, para países árabes.
  • Em 2024, as exportações brasileiras para os países árabes atingiram R$ 23,68 bilhões, com superávit de R$ 13,50 bilhões.
  • A Câmara sugere um plano de ação para maximizar as exportações, incluindo sensibilização e adaptação às exigências locais.

Os Estados Unidos implementaram tarifas elevadas sobre produtos brasileiros, afetando o comércio bilateral e levando o Brasil a explorar novos mercados, especialmente no mundo árabe. Um estudo da Câmara Árabe-Brasileira revela que essa mudança abre oportunidades significativas para exportações brasileiras, destacando produtos como café e carne bovina, que enfrentam tarifas mais baixas em comparação aos EUA.

A pesquisa, divulgada pelo Estadão/Broadcast, mapeou os produtos mais impactados pelo tarifaço de 50% que entrou em vigor em 6 de setembro. O estudo identificou 13 produtos que, nos últimos cinco anos, foram os principais exportados para os EUA e que podem ser redirecionados para o mercado árabe. Entre eles, o café verde se destaca, com exportações de US$ 513,83 milhões para os países árabes em 2024, em contraste com US$ 1,896 bilhão para os EUA.

Oportunidades no Mercado Árabe

A Arábia Saudita, Kuwait e Argélia são apontados como mercados promissores para o café brasileiro, que chega aos países árabes com tarifa zerada, enquanto os EUA impõem uma alíquota de 50%. No setor de carne bovina, o Egito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita têm potencial para aumentar as compras da proteína brasileira, que já alcançou US$ 1,211 bilhão em exportações para os países árabes em 2024.

Além disso, produtos como máquinas de construção e semimanufaturados de ferro apresentam espaço para crescimento nas vendas brasileiras. A Câmara Árabe destaca que a demanda crescente por produtos brasileiros, com tarifas que variam de zero a 30%, pode ser uma resposta ao tarifaço dos EUA.

Estratégias para Expansão

A Câmara sugere um plano de ação dividido em três frentes: sensibilização, diversificação de comércio e facilitação. O objetivo é maximizar o redirecionamento das exportações brasileiras para os países árabes, promovendo produtos com alta atratividade tarifária e adaptando empresas às exigências locais, como a certificação halal.

Em 2024, o Brasil alcançou um recorde de US$ 23,68 bilhões em exportações para os países árabes, com um superávit de US$ 13,50 bilhões. Os Emirados Árabes Unidos, Egito e Arábia Saudita lideram as importações. A Câmara Árabe enfatiza a importância de fortalecer acordos comerciais e diplomáticos, além de facilitar a logística e o transporte, para consolidar o Brasil como um fornecedor confiável e competitivo no mercado árabe.

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