- O faturamento da indústria brasileira cresceu 6,5% no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
- Em junho, houve uma queda de 1,9% no faturamento e um recuo acumulado de 2,6% no segundo trimestre.
- A produção industrial mostrou fraqueza, com uma redução de 0,7% nas horas trabalhadas em junho e uma queda de 1% no segundo trimestre.
- O emprego, que teve 18 meses de crescimento, apresentou uma leve queda de 0,1% no número de postos de trabalho no trimestre.
- A especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, destacou que incertezas externas e desafios internos, como juros elevados e carga tributária, devem continuar a pressionar o setor.
O faturamento da indústria brasileira cresceu 6,5% no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar desse avanço, o setor enfrenta um cenário de desaceleração, com uma queda de 1,9% em junho e um recuo acumulado de 2,6% no segundo trimestre.
A produção industrial também apresentou sinais de fraqueza, com o número de horas trabalhadas crescendo 2,7% na primeira metade do ano, mas encerrando junho com uma queda de 0,7%. No segundo trimestre, a redução nas horas trabalhadas foi de 1%. O emprego, que havia registrado 18 meses de crescimento, começou a mostrar sinais de estagnação, com uma leve queda de 0,1% no número de postos de trabalho no trimestre.
Desafios no Setor
Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, aponta que a combinação de incertezas externas e desafios internos, como juros elevados, carga tributária e demanda interna limitada, deve continuar a pressionar o setor. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) se manteve estável em 78,8% entre maio e junho, mas houve uma queda de 0,1 ponto percentual em relação ao início do ano.
Apesar das dificuldades, a massa salarial teve um aumento de 1,3% em junho e acumulou alta de 1,2% no segundo trimestre. O rendimento médio real também avançou, com um crescimento de 1,2% no mês e 1,7% no trimestre. Esses dados indicam que, embora o faturamento tenha crescido, os desafios econômicos podem impactar o desempenho da indústria nos próximos meses.
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