- A China espera que os Estados Unidos colaborem para alcançar resultados positivos antes do fim da trégua comercial, que expira em 12 de agosto.
- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, destacou a importância do respeito ao consenso entre os líderes Xi Jinping e Donald Trump.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se mostrou otimista sobre as negociações, afirmando que estão “indo bastante bem”.
- A trégua, estabelecida em maio, impôs tarifas de 30% sobre produtos chineses e 10% sobre produtos americanos.
- As tarifas atuais permanecem altas, com as exportações chinesas enfrentando uma média de 54,9% e as americanas, 32,6%.
A China expressou, nesta segunda-feira (11), sua expectativa de que os Estados Unidos se esforcem para alcançar resultados comerciais positivos antes do término da trégua comercial, que expira amanhã. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, ressaltou a importância da colaboração entre os países, pedindo respeito ao consenso estabelecido nas conversas entre os líderes Xi Jinping e Donald Trump.
Em coletiva de imprensa, Trump demonstrou otimismo em relação às negociações, afirmando que estão “indo bastante bem”. O presidente dos EUA destacou sua boa relação com Xi, mencionando que a comunicação entre ambos é positiva. As duas maiores economias do mundo buscam um acordo que possa reduzir as tensões comerciais, intensificadas após a imposição de tarifas rigorosas por parte de Trump.
A trégua, firmada em maio, estabeleceu tarifas temporárias de 30% sobre produtos chineses e 10% sobre produtos americanos. Durante negociações em Estocolmo, os países decidiram manter as conversas para prorrogar esse acordo além do prazo final de 12 de agosto. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que terá a “última palavra” sobre qualquer extensão da trégua.
Desafios e Expectativas
As tarifas atuais permanecem elevadas, com as exportações chinesas enfrentando uma média de 54,9% e as americanas, 32,6%. Além disso, a administração Trump impôs tarifas de 40% sobre produtos que passam por terceiros antes de chegar aos EUA, complicando ainda mais a situação. As restrições de exportação de tecnologia também estão em pauta, com a administração Trump buscando acordos que possam facilitar o comércio.
A China, que domina a produção de minerais raros, pode usar essa vantagem para pressionar os EUA por concessões. Recentemente, o país relaxou sua proibição de exportação de metais raros para os EUA, o que pode facilitar futuras negociações. Apesar da prorrogação da trégua tarifária oferecer uma oportunidade para o diálogo, especialistas alertam que um acordo final pode não resolver questões centrais da guerra comercial, como a supercapacidade industrial da China.
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