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COP30 abre oportunidades para o avanço dos biocombustíveis no Brasil

Brasil se prepara para liderar a transição energética com biocombustíveis, visando reduzir emissões e impulsionar a economia até 2030

Cultivo de cana para produção de etanol no interior de São Paulo; expertise brasileira na área abre caminhos para desenvolvimento de biocombustíveis mais avançados (Foto: Daniel Teixeira/Estadão)
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  • O Brasil, com cinquenta anos de experiência em biocombustíveis, aprovou a Lei do Combustível do Futuro.
  • A nova legislação estabelece metas de redução de carbono na aviação e incentiva o uso de biocombustíveis.
  • O programa Proálcool, iniciado na década de 1970, foi fundamental na substituição de combustíveis fósseis, utilizando cana-de-açúcar para produzir etanol.
  • O consumo de biocombustíveis no Brasil ultrapassa trinta bilhões de litros, representando vinte e três por cento da matriz energética nacional.
  • A consultoria McKinsey estima que as tecnologias de biocombustíveis podem adicionar cem bilhões de dólares ao PIB brasileiro até 2030.

O Brasil, com sua experiência de 50 anos em biocombustíveis, avança na transição energética com a recente aprovação da Lei do Combustível do Futuro. Essa legislação estabelece metas para a redução de carbono na aviação e incentiva o uso de biocombustíveis, reforçando o compromisso do país com a sustentabilidade.

O programa Proálcool, iniciado na década de 1970, foi um marco na substituição de combustíveis fósseis, utilizando cana-de-açúcar para produzir etanol. Atualmente, o Brasil consome mais de 30 bilhões de litros de biocombustíveis, representando 23% da matriz energética nacional. Quando incluída a energia elétrica gerada a partir da biomassa, essa participação sobe para 30%, conforme dados da Fundação Getulio Vargas.

Oportunidades de Mercado

A consultoria McKinsey projeta que as tecnologias de biocombustíveis podem agregar US$ 100 bilhões ao PIB brasileiro até 2030. O mercado de biocombustíveis deve alcançar US$ 40 bilhões até 2040, com destaque para o HVO, etanol de segunda geração e combustíveis sustentáveis de aviação (SAF). A demanda global por biocombustíveis deve dobrar até 2030, segundo a Agência Internacional de Energia.

A Coalizão para a Descarbonização dos Transportes aponta que a ampliação do uso de biocombustíveis pode reduzir em até 60% as emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes até 2050. O plano de ação inclui 90 alavancas para promover uma mobilidade de baixo carbono no Brasil, atraindo mais de R$ 600 bilhões em investimentos verdes.

Compromissos Internacionais

A realização da COP30 no Brasil representa uma oportunidade para discutir o papel dos biocombustíveis na redução das emissões. Um manifesto com recomendações para políticas públicas foi elaborado por diversas organizações e entregue a representantes da conferência. Entre os pontos destacados estão a superação de barreiras comerciais e a promoção de políticas que incentivem a mistura de biocombustíveis no transporte.

A expansão da produção de biocombustíveis sustentáveis pode gerar empregos e dinamizar a economia, beneficiando tanto áreas rurais quanto urbanas. O Brasil, com sua expertise acumulada, está posicionado para liderar a transição energética global, contribuindo para os objetivos climáticos do Acordo de Paris e promovendo uma matriz de transportes mais sustentável.

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