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Dólar atinge recorde no mercado informal de Cuba devido a crise econômica

Dolarização avança em Cuba e acentua desigualdades sociais, enquanto peso cubano desvaloriza drasticamente no mercado informal

Conta de luz mais cara? Aneel revisa para 6,3% estimativa de ajuste médio das tarifas em 2025 (Foto: Reprodução)
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  • O dólar americano alcançou 400 pesos cubanos no mercado informal em 11 de agosto, com uma desvalorização de 1.567% do peso cubano desde 2021.
  • O governo cubano iniciou a dolarização parcial da economia, cobrando em divisas por alguns serviços e abrindo lojas que aceitam dólares.
  • Essa mudança tem gerado crescentes desigualdades sociais, conforme reconhecido pelo presidente Miguel Díaz-Canel.
  • No mercado oficial, a cotação do dólar permanece em 24 pesos para pessoas jurídicas e 120 pesos para pessoas físicas.
  • O economista Pavel Vidal destacou que Cuba não ajusta salários à inflação, o que agrava a qualidade de vida da população.

O dólar americano atingiu 400 pesos cubanos (CUP) no mercado informal nesta segunda-feira, 11 de agosto, marcando uma desvalorização de 1.567% do peso cubano desde a reforma monetária de 2021. O novo recorde foi registrado pelo portal independente “El Toque”, que monitora as cotações do mercado informal. Essa situação reflete a grave crise econômica que Cuba enfrenta há mais de cinco anos, agravada por sanções dos Estados Unidos.

O governo cubano iniciou um processo de dolarização parcial da economia, que inclui a cobrança em divisas por alguns serviços estatais e a abertura de lojas que aceitam dólares. Essa mudança tem gerado desigualdades sociais crescentes, conforme reconhecido pelo presidente Miguel Díaz-Canel em discurso no Parlamento. Ele afirmou que a dolarização resultou em um “aumento” das disparidades entre as classes econômicas.

No mercado oficial, a cotação do dólar permanece fixa em 24 pesos para pessoas jurídicas e 120 pesos para pessoas físicas, o que gera desequilíbrios econômicos significativos. O governo, que depende de divisas para importar itens essenciais, enfrenta pressão crescente devido à queda nas tradicionais fontes de receita, como turismo e remessas. O economista Pavel Vidal destacou que, ao contrário de outras economias da região, Cuba não ajusta salários à inflação, o que agrava a qualidade de vida da população.

Mauricio de Miranda, professor da Universidade Javeriana de Cali, explicou que a crescente presença do dólar na economia cubana está diretamente ligada à desvalorização do CUP. Ele alertou que, à medida que mais lojas em dólares forem abertas, a moeda americana continuará a subir, dificultando ainda mais o acesso da população a bens essenciais.

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