- A Eletrobras (ELET3) anunciou o pagamento de R$ 4 bilhões em dividendos.
- O BTG Pactual projeta que a empresa pode distribuir até R$ 105 bilhões até 2030.
- Analistas do BTG comparam a Eletrobras a outras grandes pagadoras de dividendos, como CPFL e Copel.
- Em um cenário base, a Eletrobras pode oferecer um retorno anual de 14% a 16% aos acionistas nos próximos cinco anos e meio.
- O BTG recomenda a compra das ações da Eletrobras, com um preço-alvo de R$ 60, representando uma valorização potencial de mais de 40% em relação ao preço atual de R$ 42,77.
A Eletrobras (ELET3) anunciou o pagamento de R$ 4 bilhões em dividendos, o que a posiciona como uma potencial “vaca leiteira” no mercado. Essa mudança na percepção dos investidores é impulsionada por projeções do BTG Pactual, que estima que a empresa poderá distribuir até R$ 105 bilhões até 2030, dependendo das condições do mercado de energia.
Os analistas do BTG, Antonio Junqueira, Gisele Gushiken e Maria Schutz, destacam que a Eletrobras pode se tornar uma das maiores pagadoras de proventos do Brasil. Eles comparam a situação atual da empresa com a de outras companhias que se tornaram referências em dividendos, como CPFL e Copel. No entanto, os especialistas alertam que a mudança na percepção do mercado pode ser gradual, com variações influenciadas por novos contratos e questões regulatórias.
O BTG projeta que, em um cenário base com preço de energia a R$ 160/MWh, a Eletrobras poderia oferecer um retorno anual de 14% a 16% aos acionistas nos próximos cinco anos e meio. Em um cenário mais conservador, com preços de R$ 100/MWh, o total de dividendos poderia variar entre R$ 34 bilhões e R$ 41 bilhões. Já no cenário otimista, com preços a R$ 190/MWh, o valor poderia alcançar R$ 105 bilhões.
A recomendação do BTG para as ações da Eletrobras é de compra, com um preço-alvo de R$ 60, o que representa um potencial de valorização de mais de 40% em relação à cotação atual de R$ 42,77. A expectativa é que a administração da empresa mantenha um nível de alavancagem considerado razoável até o final da década, após resolver questões pendentes, como a indenização da Rede Básica do Sistema Existente (RBSE).
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