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BC enfrenta desafios crescentes em meio a incertezas econômicas futuras

Taxa de juros em 15% ao ano pressiona a economia brasileira, enquanto EUA e China ajustam estratégias fiscais e tecnológicas.

Foto: Reprodução
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  • A economia brasileira enfrenta desafios com a taxa de juros em 15% ao ano, o maior nível em duas décadas.
  • Ana Paula Vescovi, diretora de macroeconomia do Santander, afirma que os impulsos fiscais podem dificultar cortes na Selic, especialmente com as eleições se aproximando.
  • A taxa elevada já impacta a atividade econômica, contribuindo para a desaceleração do crescimento e a redução da inflação.
  • Nos Estados Unidos, investidores aguardam dados de inflação que podem influenciar as expectativas sobre cortes de juros.
  • A Visa investe em stablecoins para expandir seus serviços em mercados emergentes, enquanto a China ajusta sua estratégia de chips, evitando produtos da Nvidia e AMD em aplicações governamentais.

A economia brasileira enfrenta um cenário desafiador, com a taxa de juros em 15% ao ano, o maior nível em duas décadas. Ana Paula Vescovi, diretora de macroeconomia do Santander, alerta que os impulsos fiscais podem dificultar cortes na Selic, especialmente com a aproximação das eleições. A expectativa é que, apesar da pressão para reduzir os juros, fatores fiscais possam limitar essa possibilidade.

Vescovi, ex-secretária do Tesouro Nacional, destaca que a atividade econômica já sente os efeitos da taxa elevada, que tem contribuído para a desaceleração do crescimento e a redução da inflação. Ela afirma que o canal fiscal voltará a ter um impacto significativo na economia, o que pode levar a uma neutralidade menor em relação ao primeiro semestre de 2025.

Nos Estados Unidos, os investidores aguardam dados de inflação que podem influenciar as expectativas sobre cortes de juros. Os futuros de ações operam em leve alta, refletindo essa expectativa. Em um contexto mais amplo, a Visa está investindo em stablecoins, buscando expandir seus serviços e parcerias, especialmente em mercados emergentes, onde o acesso a cartões é limitado.

Além disso, a China ajusta sua estratégia em relação a chips, orientando empresas a evitarem produtos da Nvidia e AMD em aplicações governamentais, em meio a preocupações de segurança. Enquanto isso, a África do Sul busca novos mercados na Ásia e no Oriente Médio para compensar tarifas impostas pelos EUA sobre suas exportações agrícolas.

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