- O BTG Pactual protocolou um pedido de licença bancária no Peru, parte de sua estratégia de expansão na América Latina.
- O banco já atua em países como Chile, Colômbia, México e Argentina e adquiriu o HSBC Uruguai recentemente.
- No segundo trimestre de 2025, o retorno sobre patrimônio foi de 27,1%, com resultados recordes em receita e lucro.
- As operações internacionais representam 20% da carteira de crédito do banco, sem exposição a clientes brasileiros.
- O BTG também considera expandir no México e Argentina, enquanto revisou sua projeção de retorno sobre patrimônio líquido (ROAE) para 24% ou um pouco acima.
O BTG Pactual (BPAC11) protocolou um pedido de licença bancária no Peru, ampliando sua presença na América Latina. A iniciativa, anunciada pelo CFO Renato Cohn, é parte da estratégia de expansão regional do banco, que já atua em países como Chile, Colômbia, México e Argentina. A aquisição do HSBC Uruguai, divulgada no mês passado, também integra essa estratégia.
No segundo trimestre de 2025, o BTG reportou um retorno sobre patrimônio de 27,1%, com resultados recordes em receita e lucro. Cohn destacou que as operações internacionais já representam 20% da carteira de crédito do banco, sem exposição a empresas ou pessoas físicas brasileiras. O CFO afirmou que a expansão no Peru segue trâmites regulatórios padrão, o que pode prolongar o processo.
Além do Peru, o BTG mantém interesse em expandir suas operações no México e na Argentina. Cohn mencionou que o México é um mercado atrativo, mas o banco ainda não encontrou a melhor forma de aumentar sua presença. Em relação à Argentina, a proximidade e os laços com o Brasil tornam o mercado interessante para o BTG.
O desempenho positivo do segundo trimestre levou o banco a revisar sua projeção de ROAE para 24% ou um pouco acima, superando a taxa do ano anterior, que foi de 23,1%. A política de dividendos prevê a distribuição de 25% a 30% do lucro, permitindo ao banco reter capital para sustentar seu crescimento acelerado. Cohn também comentou sobre a possibilidade de uma OPA do Banco Pan, destacando que a decisão depende de condições de preço favoráveis.
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