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Dólar atinge R$ 5,38 e registra menor valor em 14 meses após dados dos EUA

Dólar atinge menor valor em 14 meses, impulsionado por dados de inflação que aumentam expectativas de cortes de juros nos EUA e Brasil

Dólar: dados da inflação no Brasil nos EUA impulsionaram valorização do real (Foto: Freepik)
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  • O dólar à vista fechou a R$ 5,385, o menor valor em 14 meses, com uma queda de 1,06%.
  • A desvalorização da moeda americana foi impulsionada por dados de inflação nos Estados Unidos e no Brasil.
  • Nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 2,7% em julho, abaixo da expectativa de 2,8%.
  • No Brasil, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,26% em julho, também abaixo da previsão de 0,37%.
  • As expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve aumentaram, com a probabilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual passando de 86% para mais de 90%.

O dólar à vista encerrou a terça-feira, 12 de agosto, cotado a R$ 5,385, o menor valor em 14 meses. A moeda americana caiu 1,06%, refletindo um clima otimista nos mercados, impulsionado por dados de inflação nos Estados Unidos e no Brasil.

Os dados do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA mostraram um aumento de 2,7% em julho na comparação anual, abaixo da expectativa de 2,8%. Na variação mensal, a alta foi de 0,2%, em linha com as previsões. O núcleo do CPI, que exclui itens voláteis, subiu 3,1% em 12 meses, superando a previsão de 3%. Segundo Bruno Shahini, especialista da Nomad, esses números reforçam as expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve na próxima reunião, marcada para setembro.

No Brasil, a inflação medida pelo IPCA subiu 0,26% em julho, abaixo da estimativa de 0,37% do mercado. No acumulado em 12 meses, o índice recuou para 5,23%, influenciado principalmente pela queda nos preços da energia elétrica e alimentos. Shahini destaca que a inflação mais fraca no Brasil sustenta expectativas de flexibilização monetária, favorecendo o real.

Expectativas de Mercado

As apostas de corte de juros pelo Fed aumentaram, com a probabilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual passando de 86% para mais de 90%, segundo a plataforma FedWatch. O diferencial de juros entre os EUA e o Brasil, onde a Selic está em 15%, continua a atrair investidores para o real.

Além disso, a bolsa brasileira teve um desempenho positivo, subindo 1,66% e alcançando 137.878,56 pontos, o maior nível em cerca de um mês. Essa movimentação atraiu capital estrangeiro, mesmo diante de impasses comerciais entre Brasil e EUA, onde o governo brasileiro enfrenta desafios para negociar tarifas impostas anteriormente.

O dólar à vista, que é utilizado para liquidações imediatas, reflete o valor real de mercado e é amplamente empregado em operações de curto prazo. Já o dólar futuro, negociado na Bolsa de Valores, permite que empresas se protejam contra a volatilidade cambial, com cotações que podem variar conforme as expectativas do mercado.

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