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Dólar em baixa e ajustes globais favorecem ativos da América Latina, afirma UBS

UBS prevê que a América Latina pode superar os Estados Unidos em desempenho de ativos até 2025, apesar de desafios regionais significativos

A CIO do banco argumenta que a América Latina tem se destacado como “um porto relativamente mais seguro do que outros na tempestade” do comércio global (Foto: Alex Kraus/Bloomberg)
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  • O UBS projeta um cenário positivo para os ativos latino-americanos em 2025, considerando a região como potencial líder em mercados emergentes.
  • A desvalorização do dólar e as tensões comerciais globais favorecem investimentos na América Latina, que pode superar o desempenho dos Estados Unidos.
  • Alejo Czerwonko, CIO do UBS para mercados emergentes nas Américas, destaca que a desvalorização do dólar melhora as condições financeiras das economias da região.
  • O banco identifica desafios em países como Brasil, México, Colômbia e Argentina, mas vê oportunidades de crescimento, especialmente no Brasil com cortes nas taxas de juros.
  • A situação da Colômbia depende de um plano econômico sólido, enquanto a Argentina pode atrair investimentos se conseguir implementar reformas estruturais sob o governo de Javier Milei.

O UBS projeta um cenário promissor para os ativos latino-americanos em 2025, destacando a região como um potencial líder em mercados emergentes. O banco suíço acredita que a desvalorização do dólar e as tensões comerciais globais criam um ambiente favorável para investimentos na América Latina, que pode superar o desempenho dos Estados Unidos.

Alejo Czerwonko, CIO do UBS para mercados emergentes nas Américas, afirma que a mudança no contexto econômico global abre uma janela estratégica para a região. Ele observa que a desvalorização do dólar facilita o pagamento de dívidas em moeda americana, melhorando as condições financeiras das economias latino-americanas. Czerwonko destaca que a América Latina se apresenta como um “porto relativamente mais seguro” em meio à turbulência do comércio global, devido a déficits comerciais com os EUA e à abundância de recursos naturais.

Desafios e Oportunidades

Apesar do otimismo, o UBS reconhece desafios específicos em países como Brasil, México, Colômbia e Argentina. No Brasil, as tensões comerciais com os EUA, resultantes de tarifas de 50% sobre produtos, têm impacto limitado, já que as exportações para o mercado americano representam apenas 2% do PIB. O banco prevê cortes nas taxas de juros pelo Banco Central, o que historicamente impulsiona o mercado de ações.

No México, a integração econômica com os EUA, protegida pelo acordo T-MEC, é vista como uma vantagem. Czerwonko ressalta que a economia mexicana é crucial para que os EUA se desvinculem da China sem desestabilizar suas cadeias de suprimentos. Contudo, o país enfrenta um ano complicado em 2025 devido à incerteza comercial e à queda nos investimentos.

Situação na Colômbia e Argentina

A Colômbia apresenta vulnerabilidades financeiras, com a deterioração das finanças públicas sendo uma preocupação central. Czerwonko acredita que uma mudança de governo com um plano econômico sólido poderia melhorar a situação dos ativos colombianos. Na Argentina, o acesso aos mercados internacionais está em processo gradual, com o governo de Javier Milei buscando consolidar reformas antes de aumentar a emissão de dívidas.

O UBS vê um futuro binário para a Argentina, dependendo da capacidade de Milei em aprofundar reformas estruturais. Se bem-sucedido, o país poderá atrair investimento estrangeiro e explorar setores estratégicos, como petróleo e mineração.

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