- A China Evergrande Group, uma das maiores incorporadoras da China, terá suas ações retiradas da bolsa de Hong Kong em 25 de agosto.
- A decisão ocorre após a empresa não cumprir requisitos para retomar as negociações, em meio a uma crise financeira desde dezembro de 2021.
- As dívidas da Evergrande são estimadas em US$ 45 bilhões, superando os US$ 27,5 bilhões inicialmente divulgados.
- A empresa não planeja contestar a decisão da bolsa, indicando a continuidade da crise no setor imobiliário chinês.
- Especialistas alertam que acionistas devem se preparar para perdas significativas, com apenas US$ 255 milhões recuperados até o momento.
O China Evergrande Group, uma das maiores incorporadoras da China, anunciou que suas ações serão retiradas da bolsa de Hong Kong em 25 de agosto. A decisão ocorre após a empresa não cumprir os requisitos necessários para retomar as negociações, em meio a uma crise financeira que se arrasta desde seu primeiro calote em dezembro de 2021. As dívidas da Evergrande são estimadas em US$ 45 bilhões.
A retirada das ações marca o fim de uma era para a incorporadora, que, em seu auge, simbolizava o crescimento do mercado imobiliário chinês. A empresa, que chegou a valer mais de US$ 50 bilhões em 2017, enfrenta agora uma liquidação que pode resultar em perdas significativas para seus acionistas. A última negociação das ações ocorreu a menos de 20 centavos de dólar de Hong Kong, refletindo a desvalorização drástica da companhia.
Crise e Reestruturação
Os liquidantes designados por um tribunal de Hong Kong revelaram que a dívida da Evergrande é ainda maior do que o esperado, com 187 reivindicações de dívida. O valor total supera os US$ 27,5 bilhões inicialmente divulgados. A empresa não planeja solicitar uma revisão da decisão da bolsa, o que indica uma continuidade da crise.
A situação da Evergrande é emblemática de uma crise mais ampla no setor imobiliário chinês, que tem enfrentado dificuldades crescentes. Outras incorporadoras, como a Modern Land e a Dexin China Holdings, também estão sob risco de retirada da bolsa. Especialistas afirmam que a era de ouro do mercado imobiliário na China chegou ao fim, com mudanças significativas no modelo de negócios das incorporadoras.
Impacto e Futuro
A Evergrande ainda possui duas unidades listadas em Hong Kong, mas a situação financeira é crítica. A repressão do governo chinês ao setor imobiliário desde 2020 limitou o acesso da empresa a financiamentos, contribuindo para sua atual situação. A empresa já recebeu ordens de liquidação em Hong Kong e na China continental, evidenciando a gravidade de sua crise.
Os analistas alertam que os acionistas da Evergrande devem se preparar para perdas quase totais, dado o cenário de liquidação e as reivindicações prioritárias dos credores. A expectativa é que a recuperação dos ativos seja modesta, com apenas US$ 255 milhões realizados até o momento.
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