- O governo brasileiro anunciará um plano de contingência em resposta à sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fará o anúncio nesta quarta-feira, 13 de setembro.
- O plano incluirá crédito extraordinário para mitigar os impactos da tarifa, com recursos destinados a setores afetados, como café e carnes.
- Será disponibilizada uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões para empresas que comprovarem perdas devido à taxação.
- O Fundo de Garantia à Exportação (FGE) será reformulado e um sistema de seguro para exportações será criado para apoiar o comércio exterior.
O governo brasileiro se prepara para apresentar um plano de contingência em resposta à sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O anúncio será feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quarta-feira, 13 de setembro. Os recursos para mitigar os impactos da medida serão obtidos por meio de crédito extraordinário.
Haddad confirmou que o texto do plano já está definido e atende às demandas dos setores produtivos afetados, como café e carnes. A nova tarifa, que entrou em vigor na última quarta-feira, soma-se a uma sobretaxa anterior de 10%, totalizando 50%. O ministro enfatizou que a abertura do crédito extraordinário será realizada dentro da meta fiscal do governo.
O pacote de socorro inclui uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões para empresas que comprovarem perdas devido à taxação americana. Haddad destacou que o setor exportador será o principal beneficiado pela Reforma Tributária, que entrará em vigor em 2027. As medidas visam proteger cerca de 10 mil empregos que podem ser impactados pelo tarifaço.
Medidas de Apoio
Além do crédito, o plano prevê a reformulação do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), que terá recursos liberados para financiar setores afetados. O FGE agora operará com todo o setor exportador, facilitando o acesso ao comércio exterior. Outra medida importante é a criação de um sistema de seguro para exportações, essencial para a manutenção das atividades comerciais.
O Reintegra, que devolve até 6% do imposto acumulado na cadeia de produção das empresas exportadoras, será mantido temporariamente. Haddad explicou que essa medida é crucial até a implementação da Reforma Tributária, que promete isentar os exportadores de tributos a partir de 2027.
O ministro também comentou sobre o cancelamento da reunião virtual com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, que estava prevista para ocorrer nesta quarta-feira. A expectativa era que essa conversa pudesse trazer alívio para os executivos do setor privado e membros do governo. A situação agora está nas mãos dos americanos, enquanto o governo brasileiro busca alternativas para enfrentar os desafios impostos pela sobretaxa.
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