- O CEO da Natura, João Paulo Ferreira, anunciou o avanço nas negociações para a venda da Avon International e da Avon América Central e República Dominicana.
- Os ativos foram reclassificados como mantidos para venda, com expectativa de conclusão em até 12 meses.
- No segundo trimestre, a Avon International representou cerca de 20% da receita líquida da Natura, mas apresentou margens inferiores em comparação com outras operações da empresa.
- A Natura registrou um Ebitda recorrente de R$ 795,6 milhões, aumento de 4,5% em relação ao ano anterior, mas a receita líquida caiu 1,7%, totalizando R$ 5,7 bilhões.
- O lucro líquido foi de R$ 195 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 859 milhões do mesmo período do ano anterior.
O CEO da Natura, João Paulo Ferreira, anunciou que as negociações para a venda da Avon International e da Avon América Central e República Dominicana (CARD) estão progredindo. Em teleconferência com analistas, Ferreira destacou que os auditores confirmaram a reclassificação desses ativos como mantidos para venda, indicando uma alta probabilidade de conclusão em até 12 meses.
A reclassificação ocorreu no segundo trimestre, quando a Avon International representou cerca de 20% da receita líquida total da Natura. Apesar de sua contribuição significativa, essa unidade apresentou margens inferiores em comparação com as operações latino-americanas da empresa. Por conta disso, a Avon International não foi incluída no relatório de resultados do segundo trimestre.
Desempenho Financeiro
No segundo trimestre, a Natura registrou um Ebitda recorrente de R$ 795,6 milhões, um aumento de 4,5% em relação ao ano anterior. Contudo, a receita líquida caiu 1,7%, totalizando R$ 5,7 bilhões, abaixo das expectativas de analistas. O lucro líquido da companhia foi de R$ 195 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 859 milhões do mesmo período do ano anterior.
Analistas do JPMorgan observaram que os movimentos de simplificação da Natura podem sinalizar uma venda iminente da Avon International. Essa expectativa, no entanto, ofuscou o desempenho do Ebitda, que ficou abaixo do que o mercado previa. A Natura continua a focar em sua estratégia de desinvestimentos, buscando otimizar suas operações e melhorar a rentabilidade.
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