- O economista da Goldman Sachs, David Mericle, afirmou que os consumidores suportarão dois terços dos custos das tarifas comerciais.
- A inflação deve aumentar para 3,2% até o final do ano, segundo a previsão da instituição.
- Mericle destacou que, historicamente, as empresas inicialmente absorvem os custos, mas depois transferem para os consumidores.
- Economistas de outras instituições, como JPMorgan Chase e UBS, também preveem um aumento na inflação devido às tarifas.
- O mercado financeiro já considera possíveis cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve, apesar da inflação em alta.
Goldman Sachs reafirma que tarifas comerciais impactarão consumidores
O economista da Goldman Sachs, David Mericle, confirmou que os consumidores arcarão com dois terços dos custos das tarifas comerciais, elevando a inflação para 3,2% até o final do ano. A declaração foi feita em meio a críticas do ex-presidente Donald Trump, que questionou a análise da instituição.
Mericle, em entrevista à CNBC, destacou que, se as tarifas recentes seguirem o padrão das anteriores, o impacto será significativo. A Goldman Sachs já havia alertado que, embora inicialmente as empresas absorvessem os custos, essa carga seria transferida para os consumidores nos próximos meses. A previsão é que a inflação central, medida pelo índice de preços de consumo pessoal (PCE), suba de 2,8% em junho para 3,2%.
Impacto das tarifas na economia
Economistas de outras instituições, como JPMorgan Chase e UBS, corroboram essa visão, indicando que as tarifas podem aumentar a inflação em até 1,5%. O economista-chefe da JPMorgan, Michael Feroli, afirmou que as tarifas podem reduzir o PIB em 1%. A pressão inflacionária pode restringir o consumo, que representa dois terços do PIB.
Além disso, a expiração das exceções tarifárias em agosto, que permitiam a entrada de produtos com valor abaixo de 800 dólares sem tarifas, pode impactar ainda mais os preços ao consumidor. A Pantheon Macroeconomics projeta um aumento de 1 ponto percentual na inflação central, que pode alcançar 3,5% até o final do ano.
Expectativas do mercado
O mercado financeiro já começa a precificar cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve, mesmo com a inflação em alta. Após um fraco relatório de empregos em julho, as expectativas de cortes nas taxas aumentaram, com o Fed se preparando para suas próximas reuniões. Mericle acredita que a inflação resultante das tarifas será um efeito temporário, mas que ainda assim exigirá atenção.
A situação continua a evoluir, com grandes empresas buscando acordos para evitar tarifas adicionais. O impacto das tarifas e a resposta do Fed serão cruciais para o cenário econômico nos próximos meses.
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