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Americanas projeta fim da recuperação judicial para 2026 e foca em crédito

Americanas registra Ebitda positivo de R$ 94 milhões e planeja concluir recuperação judicial até o primeiro semestre de 2026

Nova Americanas reforça o foco no varejo físico: primeiro Ebitda positivo desde o começo da crise em janeiro de 2023 (Foto: Divulgação/Americanas)
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  • A Americanas anunciou seu primeiro Ebitda positivo de R$ 94 milhões no segundo trimestre de 2023, após um rombo contábil de R$ 25 bilhões.
  • A empresa entrou em recuperação judicial em janeiro de 2024 e planeja concluir esse processo até o primeiro semestre de 2026.
  • As estratégias incluem a venda de ativos, como a rede Hortifruti e Natural da Terra, e a otimização das lojas físicas.
  • O resultado positivo foi impulsionado pelas vendas da Páscoa, que geraram R$ 1,2 bilhão, representando 17% da receita do semestre.
  • A Americanas também firmou um acordo com a Receita Federal, garantindo um desconto de mais de R$ 500 milhões em uma dívida de R$ 865 milhões.

Dois anos e meio após o rombo contábil de R$ 25 bilhões, a Americanas (AMER3) anunciou seu primeiro Ebitda positivo desde o início da crise, alcançando R$ 94 milhões no segundo trimestre de 2023. A varejista, que entrou em recuperação judicial em janeiro de 2024, projeta concluir esse processo até o primeiro semestre de 2026.

Em entrevista à Bloomberg Línea, o CEO Leonardo Coelho, a CFO Camille Faria e o COO Fernando Soares detalharam as estratégias de reestruturação. Entre as ações planejadas, destacam-se a venda de ativos, como a rede Hortifruti e Natural da Terra, e a otimização das lojas físicas. A empresa também pretende relançar seu cartão de crédito e introduzir crédito direto ao consumidor.

Camille Faria enfatizou que a venda de ativos será conduzida de forma competitiva, mas não a qualquer custo. “Se as propostas vierem ruins, não serão vendidos”, afirmou. Além disso, a Americanas planeja descontinuar operações como a fintech Ame, priorizando o varejo físico.

O resultado positivo foi impulsionado pelas vendas da Páscoa, que geraram R$ 1,2 bilhão, representando 17% da receita do semestre. A empresa também firmou um acordo com a Receita Federal, garantindo um desconto de mais de R$ 500 milhões em uma dívida de R$ 865 milhões.

A recuperação da Americanas é um sinal de esperança para o setor, que enfrenta desafios significativos. A empresa busca se reerguer em um mercado competitivo, com a expectativa de que as novas estratégias impulsionem suas vendas e consolidem sua posição no varejo brasileiro.

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