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Bolsa brasileira pode crescer até 70% com o fim do lulismo, diz gestor da Apex

Apex Capital projeta alta de até 70% no Ibovespa com mudança política e destaca oportunidades em setores específicos para investidores

Foto: Reprodução
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  • A gestora Apex Capital vê uma oportunidade na Bolsa de Valores do Brasil, prevendo um aumento de até setenta por cento no Ibovespa com uma possível alternância política.
  • Fábio Spínola e Paulo Weikert, sócios da gestora, afirmam que a atual situação política é um obstáculo para investimentos em ações.
  • Spínola acredita que um novo ciclo político pode gerar um choque de confiança, permitindo que a Bolsa recupere seu desempenho histórico.
  • A migração de capital para a renda fixa resultou na menor alocação em ações, com as principais compras sendo feitas por empresas através de recompra de ações e pagamento de dividendos.
  • A Apex Capital também destaca a importância de um sinal de responsabilidade fiscal para atrair investimentos, especialmente de investidores estrangeiros.

Em um cenário de baixa participação histórica de ações na carteira dos investidores brasileiros, a gestora Apex Capital identifica uma oportunidade na Bolsa. Fábio Spínola e Paulo Weikert, sócios da gestora, acreditam que uma alternância política pode restaurar a confiança do investidor e impulsionar o Ibovespa em até 70%.

Spínola destaca que o atual cenário político é um dos principais obstáculos para o retorno do fluxo de investimentos em ações. Ele sugere que um novo ciclo político poderia gerar um choque de confiança. “O prazo de validade do lulismo está aí”, afirma, indicando que a mudança pode ser iminente. Com isso, a Bolsa, que opera com um desvio padrão abaixo da média dos últimos 20 anos, poderia ter um potencial de alta de cerca de 30% apenas para voltar à média histórica.

Desafios e Oportunidades

A migração de capital para a renda fixa, especialmente em títulos públicos e fundos de crédito, resultou na menor alocação em ações já registrada. Atualmente, as principais compras de ações vêm das próprias empresas, que realizam programas de recompra e pagamento de dividendos. Apesar dos juros reais de 7,5%, Spínola acredita que, quando o apetite por risco retornar, a Bolsa superará os ativos de renda fixa.

Apex Capital também observa que a questão fiscal é um desafio crucial. Um sinal de responsabilidade fiscal poderia desbloquear o investimento. “Isso libera o espírito animal do empresário e do investidor”, resume Spínola.

Perspectivas para o Investidor Estrangeiro

O investidor estrangeiro, que antes via o Brasil como um porto seguro, também reduziu sua posição. A gestora acredita que uma mudança política pode reverter essa tendência e atrair mais capital externo. “Quando o fluxo virar, vai andar rápido”, afirma Spínola, ressaltando que o corte estrutural de juros e um direcionamento fiscal adequado podem trazer novos investimentos.

Mesmo em um ambiente desafiador, a Apex vê oportunidades em setores específicos, como a construção civil de baixa renda e empresas como Itaú e Embraer, que têm apresentado crescimento significativo. Spínola enfatiza a importância de escolher os setores e empresas corretas para atravessar a volatilidade do mercado, destacando que momentos de valuation baixo são oportunidades para investidores de longo prazo.

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