- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou um plano para enfrentar o aumento de tarifas imposto por Donald Trump.
- As medidas incluem acesso a crédito subsidiado e adiamento de tributos, com custo inicial de R$ 9,5 bilhões.
- O pacote será excluído da meta de resultado primário do ano, mas pode ter um impacto maior na sociedade.
- O governo utilizará recursos do Tesouro Nacional para as linhas de crédito, o que pode afetar a dívida pública.
- Lula indicou que as medidas podem ser ampliadas e o prazo para o adiamento de tributos pode ser estendido.
Sem conseguir escapar do tarifaço imposto por Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um plano para mitigar os impactos econômicos no Brasil. As medidas, divulgadas nesta quarta-feira, 14, incluem acesso a crédito subsidiado e adiamento de tributos, com um custo inicial estimado em R$ 9,5 bilhões aos cofres públicos.
As ações do governo refletem experiências anteriores, especialmente durante a pandemia de covid-19, quando foram adotadas medidas semelhantes para apoiar empresas e trabalhadores. O Ministério da Fazenda informou que o custo do pacote antitarifaço será excluído da meta de resultado primário do ano, mas o impacto real na sociedade pode ser ainda maior.
A concessão de linhas de crédito com juros abaixo do mercado utilizará recursos do Tesouro Nacional, o que poderá afetar a dívida pública. O governo enfrenta um desafio adicional: a possibilidade de que o Congresso amplie o escopo e a duração das iniciativas de socorro, como ocorreu na pandemia, quando os gastos públicos aumentaram significativamente.
Lula já indicou que as medidas anunciadas são apenas o começo. O prazo de dois meses para o diferimento de tributos pode ser estendido, e há preocupações sobre a inclusão de “jabutis” nas medidas provisórias durante a tramitação no Legislativo. O cenário atual levanta questões sobre quantas “contas Bolsonaro” o Brasil ainda terá que pagar.
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