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Mudança nas regras do gás de cozinha facilita atuação do crime organizado, alerta Ultra

Rodrigo Pizzinatto alerta que mudanças nas regras de venda de gás podem aumentar a criminalidade e colocar a população em risco

Botijões de gás em revendedora na Vila Mariana, zona sul de São Paulo (Foto: Gabo Morales/Folhapress)
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  • O CEO do grupo Ultra, Rodrigo Pizzinatto, criticou a proposta da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) que revisa as regras de venda de gás de cozinha no Brasil.
  • Pizzinatto alertou que as mudanças podem favorecer o crime organizado e comprometer a segurança da população.
  • A proposta inclui o fim da exclusividade de marca e a possibilidade de enchimento parcial de botijões.
  • O grupo Ultra, que controla a Ultragaz, responde por cerca de 80% das vendas de gás de cozinha no país.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou à Advocacia-Geral da União (AGU) que investigue os preços do botijão.

O CEO do grupo Ultra, Rodrigo Pizzinatto, manifestou preocupações sobre a proposta da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) que visa revisar as regras de venda de gás de cozinha no Brasil. Em teleconferência realizada nesta quinta-feira, 14 de setembro de 2023, Pizzinatto afirmou que as mudanças podem favorecer o crime organizado e comprometer a segurança da população.

A proposta em discussão inclui o fim da exclusividade de marca e a possibilidade de enchimento parcial de botijões, medidas que já foram debatidas anteriormente. Pizzinatto destacou que essas alterações podem abrir espaço para irregularidades, citando o exemplo do México, onde o crime organizado se beneficiou de regulamentações semelhantes.

O grupo Ultra, que controla a Ultragaz, é uma das cinco grandes empresas do setor, responsável por cerca de 80% das vendas de gás de cozinha no Brasil. A ANP e o governo argumentam que a revisão das regras visa reduzir a concentração do mercado e permitir a entrada de novas empresas. No entanto, Pizzinatto contestou essa justificativa, afirmando que a destroca de botijões representa apenas R$ 0,50 do preço final, atualmente em R$ 107,49.

O setor de gás de cozinha tem sido alvo de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que determinou à AGU (Advocacia-Geral da União) que investigue os preços do botijão. A ANP ainda não definiu como serão implementadas as novas regras, mas as discussões continuam em andamento.

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