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China orienta empresas estrangeiras a não acumularem estoques de terras-raras

China restringe exportação de terras raras, pressionando empresas a não formarem estoques e afetando o mercado global de tecnologia e veículos elétricos

Mina de terras raras em Baisha, na província de Guangdong, na China (Foto: Christie Johnston/The New YorkTimes)
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  • A China alertou empresas estrangeiras para não acumularem estoques de terras raras.
  • A medida visa evitar que compradores formem reservas desses metais essenciais para tecnologias como chips e veículos elétricos.
  • As autoridades chinesas estão limitando os volumes aprovados para exportação, aumentando a pressão sobre preços e fornecimento.
  • Em abril, a China já havia incluído sete categorias de terras raras em uma lista de controle de exportação, afetando o setor automotivo.
  • Apesar de uma trégua tarifária de noventa dias entre os EUA e a China, os controles sobre terras raras continuam a ser um ponto crítico nas negociações.

A China emitiu um alerta a empresas estrangeiras, recomendando que não acumulem estoques de terras raras. Essa medida surge em meio a temores de que as restrições de exportação impostas por Pequim possam aumentar a demanda por esses metais, essenciais para tecnologias como chips e veículos elétricos. O Financial Times reporta que as autoridades chinesas estão limitando os volumes aprovados para exportação, com o objetivo de evitar que compradores formem reservas de metais e produtos derivados, como ímãs para motores elétricos.

A China controla cerca de 90% da produção mundial de terras raras e 94% dos ímãs permanentes, utilizando essa influência como uma ferramenta na guerra comercial com os Estados Unidos. Fontes indicam que Pequim busca garantir maior controle sobre preços e fornecimento, dificultando a acumulação de estoques por empresas estrangeiras. Em abril, o país já havia incluído sete categorias de terras raras em uma lista de controle de exportação, afetando setores como o automotivo.

Recentemente, as exportações de ímãs permanentes da China aumentaram, com 3.188 toneladas enviadas em junho, mais que o dobro de maio, mas ainda 38% abaixo do volume do mesmo mês do ano anterior. O Conselho Empresarial EUA-China (USCBC) revelou que metade das empresas consultadas enfrenta pedidos pendentes ou rejeitados. A produção de terras raras é regulada por cotas, concedidas a apenas duas estatais, e qualquer discrepância nos pedidos pode atrasar ou bloquear envios.

Apesar da trégua tarifária de 90 dias entre Washington e Pequim, os controles sobre terras raras permanecem um ponto crítico nas negociações. As empresas têm recorrido ao Ministério do Comércio da China para acelerar pedidos considerados prioritários, mas a pressão sobre o fornecimento continua a ser uma preocupação significativa.

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