- A Lindt & Spruengli está considerando transferir a produção de coelhinhos de Páscoa para os Estados Unidos.
- A mudança visa evitar tarifas de importação de 15% impostas pelo governo Trump.
- A empresa planeja investir até US$ 10 milhões para estabelecer a produção local, atualmente realizada na Alemanha.
- A Lindt registrou um crescimento de 4,9% nas vendas nos EUA, totalizando US$ 843 milhões no último ano.
- A empresa também avalia transferir parte da produção do Canadá para a Europa para mitigar tarifas de retaliação canadenses.
A Lindt & Spruengli, renomada fabricante de chocolates, está avaliando a possibilidade de transferir a produção de seus icônicos coelhinhos de Páscoa para os Estados Unidos. A medida visa evitar as tarifas de importação de 15% que foram impostas pelo governo Trump, que impactam diretamente suas operações. A empresa suíça planeja investir até US$ 10 milhões para estabelecer a produção local, que atualmente ocorre na Alemanha.
O aumento das tarifas, somado a um crescimento de 16% nos preços dos produtos devido à alta nos custos do cacau, tem pressionado a Lindt a buscar alternativas. Em seu relatório anual, a empresa destacou um crescimento de 4,9% nas vendas nos EUA, totalizando US$ 843 milhões no último ano. A Lindt já está expandindo sua unidade em Stratham, New Hampshire, como parte de sua estratégia para aumentar a capacidade produtiva no país.
Estratégias de Produção
Além de considerar a produção nos EUA, a Lindt também está analisando a possibilidade de transferir parte de sua produção do Canadá para a Europa, a fim de mitigar os efeitos das tarifas de retaliação canadenses sobre os produtos americanos. A empresa já fabrica muitos de seus produtos localmente, mas algumas especialidades são produzidas em instalações específicas para o mercado global.
Um porta-voz da Lindt afirmou que a empresa está constantemente buscando formas de tornar sua produção mais eficiente, levando em conta as condições atuais do mercado. A situação reflete a preocupação de várias empresas da União Europeia e da Suíça, que enfrentam desafios semelhantes devido às tarifas impostas pelos EUA.
A Lindt continua a monitorar o cenário e a ajustar suas operações para garantir a competitividade em um dos maiores mercados de chocolate do mundo.
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