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Lucro do Banco do Brasil despenca 60% e gera preocupação entre acionistas

Banco do Brasil enfrenta queda de lucro e inadimplência crescente, com ajustes financeiros que impactam dividendos e projeções para 2025

BB teve lucro menor que o esperado no segundo trimestre (Foto: Arquivo/Agência O Globo)
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  • O Banco do Brasil registrou um lucro líquido de R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre de 2025, uma queda de 60% em relação ao ano anterior.
  • A inadimplência no agronegócio subiu para 3,49%, levando a ajustes nas provisões para perdas, que aumentaram 104%, totalizando R$ 15,9 bilhões.
  • O payout de dividendos foi reduzido para 30%, a menor taxa em cinco anos.
  • As ações do Banco do Brasil caíram 17,9% em 2025, após uma queda de 13% em 2024.
  • A instituição revisou suas projeções financeiras, prevendo um lucro anual entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões, uma redução de 34% a 45% em relação ao ano anterior.

O Banco do Brasil (BB) anunciou um lucro líquido de R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre de 2025, uma queda de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado, que ficou abaixo das expectativas do mercado, reflete um aumento na inadimplência e a necessidade de ajustes nas provisões para perdas. A instituição também decidiu reduzir o payout de dividendos para 30%, a menor taxa em cinco anos.

O aumento da inadimplência, especialmente no agronegócio, que atingiu 3,49%, foi um dos principais fatores que impactaram os resultados. As provisões para perdas com créditos duvidosos dispararam 104%, totalizando R$ 15,9 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) caiu para 8,4%, o menor nível desde 2016. A CEO do BB, Tarciana Medeiros, destacou que 2025 será um ano de ajustes, com a expectativa de recuperação apenas a partir de 2026.

As ações do Banco do Brasil, que são negociadas na B3 sob o código BBAS3, já acumulam uma queda de 17,9% em 2025, após um recuo de 13% em 2024. O banco revisou suas projeções financeiras, prevendo um lucro anual entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões, o que representa uma redução de 34% a 45% em relação ao ano anterior.

Além disso, a deterioração da qualidade do crédito é evidente, com um aumento significativo nas provisões para perdas, especialmente nas carteiras de agronegócio e pequenas e médias empresas. O CFO, Giovanne Tobias, indicou que o banco está se tornando mais seletivo em sua carteira de crédito, buscando mitigar os riscos associados à inadimplência crescente.

O Banco do Brasil enfrenta um cenário desafiador, mas as medidas adotadas visam preservar capital e preparar a instituição para um futuro mais estável. A expectativa é que a melhora nos resultados ocorra apenas no final do ano, à medida que o banco continua a monitorar de perto a situação de seus clientes.

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