- A Marfrig registrou lucro líquido de R$ 85 milhões no segundo trimestre de 2025, um crescimento de 13% em relação ao ano anterior.
- A receita líquida consolidada foi de R$ 37,8 bilhões, com aumento de 8,6%.
- A empresa anunciou fusão com a BRF, formando a MBRF Global Foods Company, que aguarda aprovação do Cade.
- A fusão pode resultar em listagem nos Estados Unidos e aumento nos dividendos para os acionistas.
- A receita na América do Sul cresceu quase 10%, com exportações representando 55% da receita da região.
A Marfrig (MRFG3) anunciou um lucro líquido de R$ 85 milhões no segundo trimestre de 2025, um crescimento de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela operação na América do Sul, onde a receita líquida consolidada alcançou R$ 37,8 bilhões, um aumento de 8,6%. O fluxo de caixa operacional também apresentou um crescimento significativo, subindo 17%, totalizando R$ 3,046 bilhões.
Fusões e Expansão
Recentemente, a Marfrig revelou a fusão com a BRF, formando a MBRF Global Foods Company, que aguarda aprovação do Cade. Essa fusão pode resultar em uma listagem nos Estados Unidos e um aumento nos dividendos para os acionistas. O presidente do conselho da Marfrig, Marcos Molina, destacou que a nova empresa poderá oferecer retornos superiores aos investidores.
A expectativa é que a fusão seja concluída até setembro. As ações da Marfrig subiram 9% após o anúncio, enquanto as da BRF tiveram um aumento de 5,62%. A Marfrig, que já controla a National Beef, está se posicionando para aproveitar a crescente demanda global por proteínas, especialmente em mercados como Brasil, Oriente Médio e Ásia.
Desempenho Regional
Na América do Sul, a receita líquida cresceu quase 10%, atingindo R$ 4 bilhões, com um aumento de 7,8% no volume vendido. As exportações representaram 55% da receita sul-americana, com destaque para os mercados da China e Europa. O CEO da divisão sul-americana, Rui Mendonça, afirmou que o resultado robusto se deve ao aumento da capacidade produtiva e ao foco em produtos de valor agregado.
Apesar das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre as carnes brasileiras, o impacto foi limitado, já que a região representa apenas 2,1% da receita de exportação. Mendonça mencionou que a produção foi redirecionada para outros mercados, minimizando os efeitos negativos.
Expectativas Futuras
Os desafios na América do Norte incluem preços recordes do gado e margens pressionadas. O CEO da operação nos EUA, Tim Klein, indicou que a recomposição do rebanho bovino pode levar até 2028 para melhorar as margens. Mesmo assim, a receita na região foi de R$ 3,3 bilhões, um avanço de 5,3%.
A Marfrig continua a reforçar sua presença no mercado interno, que representa 75% das vendas de produtos industrializados no Brasil e na Argentina. A expectativa é que a demanda na China se mantenha aquecida, especialmente com as compras para o Ano Novo Lunar, refletindo um aumento de 25% nos preços em comparação ao ano anterior.
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