- A BYD, maior montadora da China, teve negado o pedido de isenção de taxas de importação para veículos desmontados no Brasil.
- O governo federal concedeu uma isenção temporária de seis meses para todas as marcas que desejam importar carros desmontados, totalizando R$ 2,6 bilhões em benefícios.
- Quatro montadoras chinesas, incluindo GAC e Omoda Jaecco, anunciaram planos de produção local no Brasil, com investimentos significativos.
- O GAC investirá US$ 1,3 bilhão e já inaugurou um centro de distribuição de peças, enquanto a Omoda Jaecco planeja estabelecer uma linha de montagem.
- A Neta, que também tinha planos de produção local, enfrenta dificuldades financeiras e está em processo de falência na China.
A BYD, maior montadora da China, está prestes a inaugurar sua fábrica no Brasil, mas teve um pedido de isenção de taxas de importação de veículos desmontados negado pelo governo federal. Em contrapartida, o governo concedeu uma isenção temporária de seis meses para todas as marcas que desejam importar carros desmontados, totalizando R$ 2,6 bilhões em benefícios.
Além da BYD, outras quatro montadoras chinesas, como GAC e Omoda Jaecco, anunciaram planos de produção local. O GAC, por exemplo, investirá US$ 1,3 bilhão no Brasil e já inaugurou um centro de distribuição de peças. A montadora está em negociações para utilizar a fábrica da HPE, em Catalão (GO), para iniciar a montagem de seus modelos em 2026.
O grupo Omoda Jaecco, parte da Chery, também se comprometeu a estabelecer uma linha de montagem no Brasil, visando a sustentabilidade e o desenvolvimento socioeconômico local. Rumores indicam que a marca pode optar pela fábrica da Caoa Chery em Jacareí (SP), que está desativada desde 2022.
Parcerias Estratégicas
Outras montadoras, como Geely e Leapmotor, estão adotando parcerias com fabricantes tradicionais brasileiras. A Geely, por exemplo, firmou uma colaboração com a Renault para a distribuição de seu SUV elétrico EX5, enquanto a Leapmotor se associou à Stellantis, que possui três fábricas no Brasil.
Por outro lado, a Neta, que pertence ao grupo Hozon e chegou ao Brasil com planos de produção local, enfrenta dificuldades financeiras e está em processo de falência na China, o que pode inviabilizar suas operações no país.
Com a crescente presença de montadoras chinesas no Brasil, o cenário automotivo nacional está em transformação, refletindo um interesse significativo por parte dessas empresas em se estabelecer e expandir no mercado brasileiro.
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