- A personalização de bolsas de grife, iniciada por Jane Birkin, está em alta entre a geração Z.
- Enfeites como bonecos de pelúcia e berloques de luxo se tornaram populares, permitindo atualizações de estilo a baixo custo.
- Marcas de luxo, como LVMH e Gucci, enfrentam quedas nas vendas, levando-as a lançar enfeites que variam de centenas a mil dólares.
- A Tapestry, controladora da Coach e Kate Spade, planeja expandir sua linha de berloques durante a temporada de festas.
- A tendência reflete uma mudança no comportamento do consumidor, que busca se manter na moda sem gastar muito.
A personalização de bolsas de grife, uma tendência que começou com Jane Birkin, está ressurgindo com força, especialmente entre a geração Z. Os enfeites, que incluem desde bonecos de pelúcia até berloques de luxo, estão se tornando populares como uma forma acessível de atualizar o estilo sem grandes investimentos. Com marcas de luxo enfrentando quedas nas vendas, essa nova demanda por acessórios decorativos surge como uma solução para atrair consumidores.
Recentemente, a LVMH reportou uma queda de 9% nas vendas de sua unidade de moda e artigos de couro, enquanto a Gucci viu uma redução de 25% em suas vendas. Em resposta, marcas estão lançando uma variedade de enfeites que custam de centenas a mil dólares, permitindo que os clientes personalizem bolsas já existentes. Ethan Diaz, de 24 anos, exemplifica essa nova abordagem, utilizando berloques para transformar sua bolsa Coach de US$ 695 sem gastar muito.
O Crescimento dos Enfeites
Os enfeites para bolsas, que incluem itens como chaveiros e amuletos, estão agora em destaque nas passarelas e boutiques. A Tapestry, que controla a Coach e a Kate Spade, está expandindo sua linha de berloques, prevendo um aumento significativo na oferta durante a temporada de festas. Todd Kahn, CEO da Coach, afirmou que os pingentes estão se tornando uma forma acessível de atrair novos clientes.
Embora os enfeites estejam em alta, analistas alertam que eles representam uma fração das vendas totais das marcas de luxo. Deborah Aitken, da Bloomberg Intelligence, destaca que esses acessórios podem manter as marcas na mente dos consumidores, mas seu impacto financeiro é limitado. As marcas de ultra luxo, que tradicionalmente vendiam enfeites como complementos a produtos caros, agora estão se adaptando para incluir esses itens em suas ofertas principais.
A Nova Realidade do Mercado
As lojas estão se adaptando a essa nova demanda, com enfeites visíveis em todas as seções de bolsas. Na Bloomingdale’s, por exemplo, itens como um enfeite de robô da Prada, avaliado em US$ 825, estão em exibição ao lado de mochilas de US$ 2.300. Essa estratégia visa manter a conexão com consumidores que, diante da recessão, estão hesitantes em investir em novas bolsas e roupas.
A febre dos enfeites para bolsas reflete uma mudança no comportamento do consumidor, que busca maneiras de se manter na moda sem comprometer o orçamento. Criadores de conteúdo, como Klevisa Hendrix, estão adotando essa tendência, acumulando coleções de berloques que custam menos de US$ 100 cada. Essa nova abordagem pode ser a chave para as marcas de luxo se manterem relevantes em um mercado em transformação.
Entre na conversa da comunidade