- Neste sábado, 44% de Cuba enfrentará apagões simultâneos devido a um déficit de 1.605 megawatts (MW).
- A empresa estatal Unión Eléctrica (UNE) informou sobre avarias em usinas e falta de combustível, agravando a crise energética.
- Desde o ano passado, Cuba vive uma crise severa, com interrupções frequentes em mais da metade do país.
- Em fevereiro, a situação piorou, com 57% do território sem energia, levando o governo a suspender aulas e atividades laborais por dois dias.
- A UNE estima uma capacidade máxima de geração de 2.195 MW, enquanto o consumo é de 3.800 MW, resultando em um déficit significativo.
Apagões de energia elétrica afetarão 44% de Cuba simultaneamente neste sábado, 16, devido a um déficit de 1.605 MW. A empresa estatal Unión Eléctrica (UNE) informou que a situação se agrava com avarias em usinas e falta de combustível.
Desde meados do ano passado, Cuba enfrenta uma crise energética severa, com interrupções frequentes em mais da metade do país. Em fevereiro, a situação atingiu seu pico, com 57% do território às escuras ao mesmo tempo, levando o governo a suspender aulas e atividades laborais por dois dias.
A UNE prevê uma capacidade máxima de geração elétrica de 2.195 megawatts (MW) durante o horário de maior consumo, que é estimado em 3.800 MW. O déficit de energia será de 1.605 MW, e a afetação real dos circuitos pode alcançar 1.675 MW. A empresa também relatou problemas em sete das 20 usinas termelétricas, além de 56 centrais de geração distribuída fora de operação por falta de combustível.
Os apagões são atribuídos a usinas obsoletas e à falta de investimentos no setor energético, que é controlado pelo Estado desde 1959. Especialistas afirmam que o governo cubano precisaria de 8 a 10 bilhões de dólares para revitalizar o Sistema Elétrico Nacional, um valor que está além de suas capacidades atuais. A crise energética, portanto, se mostra como um desafio de longo prazo para a ilha.
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