- Scott Jacqmein, ator de 52 anos, licenciou sua imagem para o TikTok, esperando impulsionar sua carreira.
- Ele recebeu R$ 750,00 e uma viagem à Califórnia, mas não imaginava que seu avatar seria usado em outras plataformas.
- Atualmente, seu avatar promove produtos em anúncios de seguros e aplicativos, sem seu consentimento e sem royalties.
- A agência que intermediou o contrato não esclareceu que os avatares poderiam ser utilizados fora do TikTok.
- Especialistas alertam que artistas têm poucos recursos legais para contestar o uso indevido de suas imagens.
Scott Jacqmein, um ator de 52 anos de Dallas, enfrenta um dilema ético após licenciar sua imagem para o TikTok. Ele acreditava que isso ajudaria sua carreira, mas agora se arrepende, pois seu avatar digital promove produtos sem seu consentimento.
Jacqmein, que recebeu apenas 750 dólares e uma viagem à Califórnia, ficou surpreso ao ver seu avatar em anúncios de seguros, aplicativos de horóscopo e quebra-cabeças, onde ele aparece falando fluentemente espanhol, idioma que não domina. O uso de avatares digitais na publicidade está crescendo, mas a falta de controle sobre a imagem dos artistas gera preocupações.
O TikTok lançou um menu de avatares de IA, permitindo que anunciantes escolham representações digitais para suas campanhas. Jacqmein e outros artistas relataram que não esperavam que seus avatares fossem utilizados fora do TikTok, como em plataformas da ByteDance, como o CapCut. Essa situação levanta questões sobre a ética do uso de imagens sem compensação adequada.
A agência que intermediou o contrato não esclareceu que os avatares poderiam ser usados em outros aplicativos. A maioria dos artistas acreditava que suas imagens seriam limitadas ao TikTok, e muitos ficaram surpresos ao ver seus avatares em redes sociais como Facebook e Instagram.
Executivos do TikTok afirmam que a tecnologia é vantajosa para pequenas empresas, mas os pagamentos aos artistas são significativamente menores do que os valores tradicionais do mercado. Jacqmein, agora com um agente, lamenta não ter negociado melhores condições, ressaltando que a tecnologia avança mais rápido que os contratos.
A crescente utilização de avatares digitais na publicidade pode transformar o setor, mas também levanta questões sobre a exploração de artistas. Especialistas em propriedade intelectual alertam que os artistas têm poucos recursos legais se não gostarem de como suas imagens são utilizadas, o que pode levar a situações embaraçosas.
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