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Migração em queda no Rio é impulsionada por mercado de trabalho e violência

Rio de Janeiro perde população em busca de melhores condições, enquanto Santa Catarina se consolida como destino atrativo para migrantes

Pedestres circulam em área comercial de Belford Roxo (RJ), na Baixada Fluminense (Foto: Eduardo Anizelli - 23.mai.23/Folhapress)
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  • Lucas Neiva, auxiliar administrativo de 34 anos, deixou a zona norte do Rio de Janeiro e se mudou para Santa Catarina no início de 2024 em busca de melhores oportunidades de trabalho.
  • A migração foi influenciada pela sensação de insegurança, embora não tenha sido a principal razão. Lucas se reuniu ao pai, que havia migrado para Santa Catarina em 2019 após um episódio de violência.
  • Entre 2017 e 2022, o Rio de Janeiro perdeu 165,4 mil pessoas, com a saída de 332,6 mil e a chegada de 167,2 mil, segundo o Censo Demográfico 2022.
  • O estado enfrenta uma taxa de homicídios de 22,1 mortes violentas a cada 100 mil habitantes e uma taxa de desemprego de 8,1%.
  • Santa Catarina, por sua vez, teve um saldo migratório positivo de 354,4 mil pessoas, consolidando-se como um destino preferido.

O auxiliar administrativo Lucas Neiva, de 34 anos, deixou a zona norte do Rio de Janeiro e se mudou para Santa Catarina no início de 2024, em busca de melhores oportunidades de trabalho. A decisão foi influenciada pela sensação de insegurança, embora não tenha sido a principal razão. Lucas se reuniu ao pai, que havia migrado para a capital catarinense em 2019 após um episódio de violência.

Entre 2017 e 2022, o Rio de Janeiro registrou um saldo migratório negativo de 165,4 mil pessoas, conforme dados do Censo Demográfico 2022. O estado perdeu mais habitantes do que recebeu, com a saída de 332,6 mil e a chegada de 167,2 mil. O economista Marcelo Neri, do centro FGV Social, destaca que a perda de atratividade do estado se deve a condições de mercado de trabalho e segurança.

A taxa de homicídios no Rio foi de 22,1 mortes violentas a cada 100 mil habitantes, colocando o estado na 15ª posição entre as unidades da federação. A informalidade no mercado de trabalho, com uma taxa de desemprego de 8,1%, também contribui para a migração. O demógrafo José Eustáquio Diniz Alves aponta que a violência e a crise institucional afastam pessoas do estado, que já não atrai como antes.

Mudanças Regionais

Os dados do IBGE mostram que muitos que deixaram o Rio se deslocaram para estados vizinhos, como São Paulo (21,4%) e Minas Gerais (17,7%). A migração reflete uma crise que se arrasta por décadas, afetando infraestrutura e segurança. O governo do Rio, por sua vez, anunciou a criação de 112 mil empregos com carteira assinada entre julho de 2024 e junho de 2025, além de investimentos na área de segurança.

Enquanto isso, Santa Catarina se destaca com um saldo migratório positivo de 354,4 mil pessoas, atraindo novos habitantes e se consolidando como um destino preferido. O cenário atual revela uma mudança significativa nas dinâmicas populacionais do Brasil, com o Rio de Janeiro enfrentando desafios para reverter sua trajetória de perda populacional.

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