- O Banco Central revisou a projeção de inflação para 2025, agora em 4,95%, a décima segunda queda consecutiva.
- A previsão anterior era de 5,05%, e essa é a primeira vez que o IPCA fica abaixo de 5% desde janeiro.
- A taxa Selic permanece em 15%, e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é estimado em 2,21%.
- As projeções para a inflação em 2026 e 2027 foram ajustadas para 4,40% e 4%, respectivamente.
- A expectativa para o câmbio em 2026 é de R$ 5,70, com a Selic prevista para cair para 12,50% em 2026 e 10,50% em 2027.
As projeções de inflação para 2025 foram revisadas para baixo pelo Banco Central, agora estimadas em 4,95%, conforme o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 18. Essa é a décima segunda queda consecutiva nas expectativas, que anteriormente estavam em 5,05%. A nova previsão marca a primeira vez que o IPCA fica abaixo de 5% desde janeiro.
A desaceleração econômica e a desvalorização do câmbio são fatores que influenciam essa expectativa. A taxa Selic se mantém em 15%, impactando diretamente o consumo e a produção. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permanece em 2,21% para 2025, enquanto a cotação do dólar é projetada em R$ 5,60.
Expectativas para 2026 e 2027
As projeções para a inflação em 2026 foram ajustadas de 4,41% para 4,40%, enquanto a expectativa para 2027 se manteve em 4%. Para 2028, a previsão é de 3,80%. As estimativas para o IGP-M também foram revisadas, com a inflação projetada para 2025 caindo de 1,28% para 1,13%.
Os analistas atribuem essa revisão à perda de tração em setores sensíveis ao ciclo econômico, como varejo e indústria. A queda nos últimos indicadores econômicos, como o IBC-Br, que apresentou uma queda de 0,1%, e as vendas no varejo, que recuaram 0,1% pelo terceiro mês consecutivo, refletem essa tendência.
Projeções de Câmbio e Selic
A expectativa para o câmbio em 2026 é de R$ 5,70, com a mesma projeção para 2027 e 2028. A taxa Selic deve permanecer em 15% até o final de 2025, com previsões de queda para 12,50% em 2026 e 10,50% em 2027. Essas revisões refletem um cenário de inflação mais controlada e um crescimento econômico moderado, conforme analisado pelos especialistas.
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