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Preço da carne nos EUA atinge R$ 130/kg e pode subir com tarifas e pragas

Preços da carne nos EUA sobem devido à redução do rebanho e custos elevados, com previsão de alta até 2026 e impacto da tarifa sobre carne brasileira

Mulher de meia-idade escolhendo produtos lácteos no supermercado (Foto: Freepik)
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  • O preço da carne nos Estados Unidos continua a subir, com a carne moída aumentando 3,9% em julho e 15,3% nos últimos seis meses.
  • O valor médio da carne moída é de $ 6,34 por libra (aproximadamente R$ 75/kg).
  • A carne para churrasco também teve alta, alcançando $ 11,88 por libra (cerca de R$ 130/kg), com um aumento de 3,3% em um mês e 9% em seis meses.
  • O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) prevê que os preços da carne bovina permanecerão altos até 2026, com uma produção estimada 4% menor do que o previsto.
  • A tarifa de 50% sobre a carne brasileira pode agravar a inflação, enquanto o setor pecuário enfrenta um dos menores ciclos dos últimos 80 anos.

O preço da carne nos Estados Unidos continua em alta, com a carne moída registrando um aumento de 3,9% em julho e um impressionante 15,3% nos últimos seis meses. O valor médio chegou a US$ 6,34 por libra (aproximadamente R$ 75/kg), conforme dados do Bureau of Labor Statistics (BLS). Este cenário é impulsionado pela redução do rebanho e pelos altos custos enfrentados pelos pecuaristas.

A carne para churrasco também não ficou atrás, alcançando US$ 11,88 por libra (cerca de R$ 130/kg), com um aumento de 3,3% em um mês e 9% nos últimos seis meses. Nos últimos dois anos, os preços da carne moída dispararam 23%. A diminuição do rebanho de gado, que caiu para 27,9 milhões desde 2019, é um dos principais fatores para essa escalada de preços.

Fatores Contribuintes

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) prevê que os preços da carne bovina permanecerão altos até 2026. A produção de carne bovina deve ser 4% menor do que o estimado no início do ano, totalizando 25,9 bilhões de libras. A seca e os custos elevados de ração têm pressionado os pecuaristas, que estão reduzindo seus rebanhos.

Além disso, a tarifa de 50% sobre a carne brasileira pode agravar ainda mais a inflação nos EUA. O Brasil, que respondia por 31% das importações de carne bovina, enfrenta concorrência de países como Argentina e Uruguai, que, embora possam suprir a demanda, oferecem preços mais altos.

Impactos no Setor Pecuário

O setor pecuário americano enfrenta um dos menores ciclos dos últimos 80 anos. A proibição de importação de gado do México, devido à doença New World Screwworm, também contribui para a pressão sobre os preços. O USDA anunciou medidas para combater essa praga, incluindo a construção de uma fábrica de moscas estéreis no Texas.

Os pecuaristas estão começando a reconstruir seus rebanhos, mas esse processo é lento, levando de dois a três anos para que um bezerro chegue ao abate. A combinação de menor oferta e demanda está criando um cenário desafiador para o setor, que deve continuar a sentir os efeitos da inflação nos próximos anos.

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