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Setores ligados a Bolsonaro buscam auxílio do governo Lula após aumento de tarifas

Empresários buscam apoio do governo Lula após tarifas de 50% dos EUA, visando mitigar perdas em setores de armas e supermercados

CEO da Taurus, Salesio Nuhs, ao lado de Jair Bolsonaro durante a posse do então presidente em 2019 (Foto: Reprodução)
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  • Empresários e entidades ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro buscam aproximação com o governo Lula após tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos.
  • Setores afetados incluem armas e supermercados, que enfrentam perdas significativas.
  • A Taurus, fabricante de armas, viu suas ações caírem 7%, resultando em uma perda de mais de R$ 33 milhões em valor de mercado.
  • O setor de supermercados apresentou um “plano emergencial” ao governo, que inclui incentivos ao crédito.
  • A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) estima uma perda de US$ 5,8 bilhões em exportações para os EUA devido às tarifas.

Afetados por tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, empresários e entidades ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro estão buscando aproximação com o governo Lula. O movimento envolve setores como armas e supermercados, que enfrentam prejuízos significativos e a perda de mercados.

A Taurus, uma das maiores fabricantes de armas do Brasil, exemplifica essa mudança. Após a imposição das tarifas, as ações da empresa caíram 7%, resultando em uma perda de mais de R$ 33 milhões em valor de mercado. O CEO da Taurus, Salesio Nuhs, que havia celebrado a posse de Trump, agora se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir a importância estratégica da empresa. A Taurus também considera transferir sua produção para os EUA, onde 90% de sua produção é escoada.

Setor de Supermercados e Agronegócio

O setor de supermercados, que anteriormente tinha diálogo com Bolsonaro, também está se mobilizando. Representantes da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) apresentaram um “plano emergencial” ao governo, incluindo incentivos ao crédito, que foram parcialmente atendidos pelo pacote de socorro anunciado. O presidente da Abras, João Galassi, esteve presente na posse de Trump e expressou otimismo sobre as promessas de transformação.

No agronegócio, as tarifas geraram um impasse significativo. A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) estima uma perda de US$ 5,8 bilhões em exportações para os EUA. O presidente da CNA, João Martins, criticou a política nacional, afirmando que a pauta atual é marcada por radicalismos ideológicos, o que dificulta a recuperação do setor.

Desdobramentos e Negociações

As negociações com o governo Lula refletem uma mudança de estratégia diante das dificuldades impostas pelo tarifaço. As empresas buscam alternativas para mitigar os impactos econômicos e garantir a continuidade de suas operações. O cenário atual evidencia a fragilidade de setores que antes estavam alinhados ao governo anterior e agora precisam se adaptar a uma nova realidade política e econômica.

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