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Swatch se desculpa e retira anúncio após polêmica sobre racismo na China

Swatch enfrenta boicote na China após anúncio racista; sua receita no país é crucial e vendas já caíram 11,2% em 2023

Consumidores chineses estão pedindo um boicote aos produtos da Swatch após este anúncio se tornar viral (Foto: Swatch)
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  • A Swatch retirou um anúncio considerado racista após protestos nas redes sociais chinesas.
  • O anúncio mostrava um modelo puxando os cantos dos olhos, gerando indignação.
  • A empresa pediu desculpas e reconheceu as preocupações sobre representação cultural.
  • Apesar da retirada do anúncio, consumidores chineses continuam a pedir boicote à marca.
  • A China representa cerca de 27% da receita da Swatch, que já enfrenta queda nas vendas.

A fabricante suíça de relógios Swatch enfrentou uma onda de críticas após a veiculação de um anúncio considerado racista, onde um modelo puxava os cantos dos olhos. A imagem gerou indignação nas redes sociais chinesas, levando a empresa a retirar a campanha e emitir um pedido de desculpas. A Swatch reconheceu as “recentes preocupações sobre a representação” e afirmou que a questão é tratada com “máxima importância”.

Apesar da retirada do anúncio e do pedido de desculpas, a insatisfação entre os consumidores chineses persiste. Muitos usuários nas redes sociais, especialmente no Weibo, clamam por um boicote aos produtos da marca. Um influenciador com mais de um milhão de seguidores acusou a Swatch de “racismo contra os chineses”, exigindo punições severas.

Impacto no Mercado

A China representa cerca de 27% da receita da Swatch, que já enfrenta desafios com a queda nas vendas. Em julho, a empresa reportou uma redução de 11,2% nas vendas líquidas no primeiro semestre de 2023, impactadas pela desaceleração econômica no país. A situação é crítica, especialmente em mercados do sudeste asiático, que dependem do turismo chinês.

A Swatch não é a única marca a enfrentar reações negativas por questões de representação cultural. Em 2018, a Dolce & Gabbana foi alvo de um boicote após um vídeo promocional que gerou indignação. Mais recentemente, a Dior também se viu em meio a controvérsias semelhantes, evidenciando um padrão de reações adversas a campanhas que desconsideram a sensibilidade cultural local.

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