- O economista-chefe da Moody’s Analytics, Mark Zandi, afirma que a economia dos Estados Unidos está à beira da recessão.
- O crescimento do emprego está estagnado e setores como indústria, agricultura e construção enfrentam contração devido às tarifas impostas pelo governo Trump.
- Atualmente, 60% das tarifas são absorvidas pelas empresas, enquanto 20% são repassadas aos consumidores. Em um ou dois anos, dois terços do impacto será suportado pelos consumidores.
- O crescimento do PIB na primeira metade do ano foi de apenas 1%. Se os números de empregos se tornarem negativos, isso pode indicar o início de uma recessão.
- O Federal Reserve pode ser forçado a cortar juros, com previsão de um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de setembro, seguido por cortes trimestrais até que a taxa dos Fed Funds atinja 3%.
O economista-chefe da Moody’s Analytics, Mark Zandi, alerta que a economia dos Estados Unidos está à beira da recessão. Apesar de um crescimento do PIB no segundo trimestre, ele considera que o avanço do emprego está estagnado e que setores como indústria, agricultura e construção já enfrentam contração devido às tarifas impostas pelo governo Trump.
Zandi destaca que, atualmente, 60% das tarifas estão sendo absorvidas pelas empresas americanas, enquanto 20% são repassadas aos consumidores. No entanto, ele prevê que, em um ou dois anos, dois terços do impacto das tarifas será suportado pelos consumidores. O economista também menciona que a inflação deve atingir seu pico em 2026, com o índice de preços de gastos com consumo (PCE) próximo de 3,5% ao ano.
Cenário Econômico
O crescimento do emprego praticamente parou, e setores vitais da economia já estão em recessão. O consumo das famílias está estagnado, e o crescimento na primeira metade do ano foi de apenas 1%. Zandi observa que, se os números de empregos se tornarem negativos, isso pode sinalizar o início de uma recessão. As empresas estão hesitantes em demitir, mas o congelamento de contratações pode ser um indicativo de que a situação está se deteriorando.
Além disso, o Federal Reserve (Fed) pode ser forçado a cortar juros em resposta à fraqueza econômica. Zandi prevê um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de setembro, seguido por cortes trimestrais até que a taxa dos Fed Funds atinja 3%. Ele enfatiza que, embora o cenário atual não preveja uma recessão imediata, a incerteza econômica é alta e as pressões sobre o Fed aumentam.
Impactos das Tarifas
As tarifas impostas por Trump estão desarticulando cadeias de produção e afetando a competitividade das empresas. Zandi observa que, embora a inteligência artificial esteja impulsionando algumas ações, a especulação nos mercados pode estar supervalorizando a resiliência da economia. Ele alerta que, uma vez que os efeitos das tarifas se tornem evidentes, a especulação pode se dissipar, revelando a fragilidade da economia.
O cenário é preocupante, com a possibilidade de que as mudanças nas políticas econômicas e comerciais possam ter consequências duradouras. A pressão política sobre o Fed e as incertezas no mercado de trabalho tornam o futuro econômico dos EUA ainda mais incerto.
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