- O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou a prioridade do governo em ampliar a exclusão de produtos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos.
- Essa sobretaxa, resultado de uma ordem executiva do ex-presidente Donald Trump, afeta cerca de quatro mil itens exportados pelo Brasil, dos quais apenas setecentos estão isentos.
- Durante a 25ª Conferência Anual do Santander, Alckmin destacou a importância de reduzir essa tarifa, já que a taxa média aplicada pelo Brasil a produtos americanos é de apenas 2,7%.
- Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com doze por cento das exportações brasileiras destinadas ao país.
- Alckmin também defendeu a necessidade de avançar com a reforma administrativa para reduzir custos e simplificar processos no governo.
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou, nesta terça-feira, 19, que o governo brasileiro prioriza a ampliação da exclusão de produtos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos. Essa sobretaxa, resultado de uma ordem executiva do ex-presidente Donald Trump, afeta cerca de 4 mil itens exportados pelo Brasil, dos quais apenas 700 estão isentos.
Durante a 25ª Conferência Anual do Santander, em São Paulo, Alckmin destacou a importância de reduzir essa tarifa e enfatizou que a relação comercial entre Brasil e EUA é fundamental. Ele argumentou que o aumento das tarifas não faz sentido, considerando que a taxa média aplicada pelo Brasil a produtos americanos é de apenas 2,7%. Além disso, oito dos dez itens mais vendidos ao país entram com alíquota zero.
Relação Comercial
Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, e o principal investidor estrangeiro no país, com aproximadamente 4 mil empresas instaladas. Alckmin ressaltou que 12% das exportações brasileiras têm os EUA como destino, sendo que o mercado americano é crucial para produtos de maior valor agregado, especialmente os industriais.
O vice-presidente também mencionou que, nos últimos 15 anos, o Brasil teve um superávit comercial com os EUA de US$ 25 bilhões, contribuindo para um total de quase meio trilhão de dólares nesse período. Ele reforçou que o Brasil é um bom parceiro comercial, já que apenas três países do G20 apresentam superávit: Brasil, Reino Unido e Austrália.
Agenda Doméstica
Além das questões comerciais, Alckmin abordou a agenda doméstica, defendendo a necessidade de avançar com a reforma administrativa nos próximos meses do governo Lula. Essa reforma visa reduzir custos, simplificar processos e estabelecer regras para altos salários no funcionalismo público, promovendo uma cultura contra privilégios e desperdícios.
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