- A Agência de Serviços Financeiros do Japão deve aprovar a primeira stablecoin pareada ao iene, desenvolvida pela fintech JPYC.
- A autorização é esperada até o fim do próximo trimestre, em 2025.
- A JPYC planeja lançar sua stablecoin após a concessão da autorização e solicitar registro para operações de transferência de dinheiro em agosto.
- A stablecoin visa facilitar remessas internacionais, pagamentos corporativos e operações no setor de finanças descentralizadas (DeFi).
- A fintech projeta emitir até 1 trilhão de ienes, equivalente a aproximadamente US$ 6,78 bilhões, nos próximos três anos.
A Agência de Serviços Financeiros do Japão está prestes a aprovar o lançamento da primeira stablecoin pareada ao iene, desenvolvida pela fintech JPYC. A expectativa é que a autorização ocorra até o fim do próximo trimestre, em 2025. Até agora, o Japão não contava com uma stablecoin vinculada à sua moeda local.
A JPYC, com sede em Tóquio, planeja lançar sua stablecoin homônima logo após a concessão da autorização. A empresa deve solicitar o registro para operações de transferência de dinheiro em agosto, focando na nova criptomoeda. Para garantir a paridade com o iene, a fintech utilizará ativos de alta liquidez, como depósitos bancários e títulos do governo japonês.
Foco em Remessas e DeFi
Um dos principais objetivos da stablecoin é facilitar remessas internacionais, pagamentos corporativos e operações no setor de finanças descentralizadas (DeFi). A JPYC projeta emitir até 1 trilhão de ienes, equivalente a aproximadamente US$ 6,78 bilhões, nos próximos três anos.
Embora o Japão tenha sido pioneiro na regulamentação de stablecoins, reconhecendo-as como instrumentos de pagamento em 2022, o mercado ainda é dominado por criptomoedas atreladas ao dólar. Atualmente, stablecoins vinculadas a outras moedas fiduciárias estão ganhando espaço, com o Sumitomo Mitsui Financial Group, o segundo maior banco do país, também planejando lançar sua própria stablecoin em breve.
A movimentação no setor indica um crescente interesse por parte das instituições financeiras japonesas em explorar as oportunidades oferecidas pelas criptomoedas, especialmente em um mercado que já movimenta US$ 280 bilhões em stablecoins.
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