- A S&P Global manteve a classificação de crédito dos Estados Unidos em AA+.
- A agência destacou que as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump ajudam a compensar os efeitos de cortes de impostos e aumentos de gastos.
- A S&P alertou sobre um possível rebaixamento da nota se os déficits fiscais aumentarem, especialmente com a nova legislação orçamentária que pode elevar o déficit em US$ 3,4 trilhões até 2034.
- As receitas tarifárias, que atingiram US$ 28 bilhões em julho, devem mitigar os impactos da nova legislação fiscal.
- O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, indicou que as receitas tarifárias podem ultrapassar 1% do PIB em 2025, mas a dívida líquida do governo pode superar 100% do PIB nos próximos três anos.
A S&P Global manteve a classificação de crédito dos Estados Unidos em AA+, destacando que as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump ajudarão a compensar os impactos negativos de cortes de impostos e aumentos de gastos. A agência de classificação de risco alertou, no entanto, que a nota pode ser rebaixada se os déficits fiscais aumentarem, especialmente com a nova legislação orçamentária que pode elevar o déficit em US$ 3,4 trilhões até 2034.
A S&P observou que as receitas tarifárias, que atingiram US$ 28 bilhões em julho, devem mitigar os efeitos da recente legislação fiscal, que combina cortes e aumentos de impostos. O Congressional Budget Office (CBO) projeta que a nova lei resultará em um aumento significativo do déficit, com uma redução de gastos de US$ 1,1 trilhão e uma diminuição de receitas de US$ 4,5 trilhões.
Perspectivas Econômicas
Apesar do aumento do déficit, a S&P mantém uma perspectiva estável, prevendo que a resiliência da economia americana e a execução eficaz da política monetária ajudarão a evitar uma deterioração persistente. A agência acredita que, embora os déficits fiscais não melhorem, também não se agravarão significativamente nos próximos anos.
O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, revisou suas estimativas, indicando que as receitas tarifárias podem ultrapassar 1% do PIB em 2025. Contudo, a saúde fiscal dos EUA continua sendo uma questão complexa, com analistas apontando que a dívida líquida do governo geral pode ultrapassar 100% do PIB nos próximos três anos.
A S&P também destacou que a eficácia das instituições americanas e a independência do Federal Reserve são cruciais para manter a força do dólar como a principal moeda de reserva mundial. A agência enfatizou que qualquer instabilidade política pode impactar negativamente essa posição, afetando a classificação de crédito do país.
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