- O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou a redução das tarifas sobre produtos brasileiros de aço e alumínio nos Estados Unidos de 50% para 25%.
- A nova alíquota beneficiará as exportações em até US$ 2,6 bilhões.
- A decisão foi baseada na Seção 232 do Ato de Expansão Comercial, que permite tarifas para produtos estratégicos à segurança nacional.
- Cerca de 6,4% das exportações brasileiras de aço e alumínio, que totalizam US$ 40 bilhões, poderão se beneficiar da nova tarifa.
- Alckmin também apresentou propostas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para impulsionar o comércio exterior e apoiar as empresas brasileiras.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou que os produtos brasileiros de aço e alumínio terão uma redução significativa nas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A alíquota, que era de 50%, agora será de 25%, beneficiando as exportações em até US$ 2,6 bilhões. A mudança foi confirmada durante uma coletiva de imprensa e se aplica a todos os produtos manufaturados que contenham esses metais.
A decisão do Departamento de Comércio dos EUA se baseia na Seção 232 do Ato de Expansão Comercial, que permite a imposição de tarifas para produtos considerados estratégicos para a segurança nacional. Com essa nova norma, os produtos brasileiros, incluindo máquinas agrícolas, estarão em igualdade competitiva com os de outros países. Alckmin destacou que, embora não haja redução adicional, a nova tarifa iguala as condições de mercado.
Impacto nas Exportações
A medida representa um alívio para o setor industrial brasileiro, que enfrentava dificuldades devido às altas tarifas. Cerca de 6,4% das exportações brasileiras de aço e alumínio, que totalizam US$ 40 bilhões, poderão se beneficiar da nova alíquota. O vice-presidente ressaltou que essa mudança é crucial para melhorar a competitividade da indústria nacional no mercado americano.
Além disso, Alckmin entregou um conjunto de propostas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, com o objetivo de impulsionar o comércio exterior e ajudar as empresas brasileiras a se adaptarem às novas condições. O pacote inclui medidas de crédito e incentivos fiscais, como a prorrogação do programa Reintegra.
Reações e Expectativas
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, comentou que, apesar da medida ser positiva, seu impacto pode ser limitado, já que muitos produtos afetados também são fabricados nos EUA. A expectativa é que a agilidade na aprovação das medidas propostas ajude a fortalecer a indústria nacional frente aos desafios do comércio internacional.
Com a nova regulamentação, o governo brasileiro espera que as exportações de aço e alumínio possam se expandir, contribuindo para o crescimento econômico do país e a geração de empregos no setor industrial.
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