- O dólar comercial caiu 0,28% nesta quarta-feira, 25 de outubro, cotado a R$ 5,4844, após a pesquisa Genial/Quaest indicar aumento na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Na terça-feira, a moeda havia fechado em alta de 1,19%, a R$ 5,499.
- O real foi a moeda com pior desempenho entre as 33 principais do mundo, refletindo a instabilidade do mercado.
- A Bolsa de Valores registrou queda superior a 2%, com perdas significativas nas ações de bancos, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre sanções dos Estados Unidos.
- A desaprovação do governo Lula caiu de 10 para 5 pontos percentuais, com 46% da população aprovando sua gestão, o que pode influenciar a postura do governo em relação aos EUA.
O dólar comercial apresentou leve queda nesta quarta-feira, 25 de outubro, após a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, que indicou um aumento na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A moeda americana abriu com uma desvalorização de 0,28%, cotada a R$ 5,4844, embora ainda acima dos níveis da semana anterior. Na terça-feira, o dólar havia encerrado em alta de 1,19%, a R$ 5,499.
O desempenho do real foi o pior entre as 33 principais moedas do mundo, refletindo a instabilidade do mercado. A Bolsa de Valores também registrou queda superior a 2%, com perdas acentuadas nas ações de bancos. Essa reação se deu em resposta à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que determinou que sanções de outros países não têm efeito automático no Brasil. A medida foi tomada após os Estados Unidos imporem restrições ao ministro Alexandre de Moraes, o que gerou preocupações sobre possíveis impactos nas operações de instituições financeiras brasileiras.
Impactos da Pesquisa
A pesquisa Genial/Quaest revelou que a desaprovação do governo Lula caiu de 10 para 5 pontos percentuais, com 46% da população aprovando sua gestão e 51% desaprovando. Este resultado representa a maior aprovação desde janeiro e confirma uma tendência de recuperação na avaliação do governo. Analistas acreditam que essa melhora na popularidade pode incentivar o governo a adotar uma postura mais combativa em relação aos Estados Unidos, buscando ganhos políticos.
Além disso, a percepção de que o governo Lula é mais flexível em questões fiscais gera temores no mercado. Uma eventual vitória da oposição nas próximas eleições poderia resultar em um ajuste fiscal mais rigoroso, segundo especialistas. A expectativa em torno da pesquisa também influenciou o câmbio, com o mercado antecipando um possível aumento na popularidade do presidente.
Entre na conversa da comunidade