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Fed enfrenta pressão intensa antes de discurso em Jackson Hole sobre juros nos EUA

Jerome Powell enfrenta pressão intensa de Trump e a nomeação de Stephen Miran pode provocar divisão no Federal Reserve antes da cúpula de Jackson Hole

Presidente do Fed, Jerome Powell, em coletiva de imprensa em Washington (Foto: Jonathan Ernst - 30.jul.25/Reuters)
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  • O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, enfrenta pressão do presidente Donald Trump para cortar as taxas de juros, que estão entre 4,25% e 4,5%.
  • A relação entre Powell e Trump se deteriorou com a nomeação de Stephen Miran, economista alinhado a Trump, que defende cortes nas taxas e mudanças na governança do Fed.
  • Na cúpula de Jackson Hole, em 22 de agosto, Powell lidará com as expectativas do mercado sobre a política monetária.
  • Trump criticou Powell, chamando-o de “cabeça-dura” por não atender aos pedidos de cortes nas taxas, enquanto Miran pode provocar divisões no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC).
  • A situação é complicada por dados econômicos mistos, e a pressão para reduzir os custos de empréstimos a 1% é intensa, com expectativa de um corte de 25 pontos-base na reunião de setembro.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, enfrenta uma pressão crescente do presidente Donald Trump para cortar as taxas de juros, atualmente entre 4,25% e 4,5%. A relação entre eles se deteriorou, especialmente com a recente nomeação de Stephen Miran, economista alinhado a Trump, que defende cortes nas taxas e uma reformulação na governança do Fed. Essa situação aumenta a tensão interna no banco central.

Na cúpula de Jackson Hole, que ocorre em 22 de agosto, Powell terá que lidar com a expectativa do mercado sobre possíveis mudanças na política monetária. Trump tem criticado Powell, chamando-o de “cabeça-dura” por não atender aos seus pedidos de cortes nas taxas. Miran, que deve ser confirmado pelo Senado, pode se tornar um agente provocador no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), representando os interesses de Trump.

Analistas preveem que a presença de Miran poderá resultar em uma cisão significativa dentro do Fed, com Powell enfrentando três dissidentes em um conselho de sete membros. Essa divisão é comparável àquela observada em 1988 e pode ser utilizada por Trump como evidência de que ele está perdendo controle sobre a política monetária. A situação é complicada por dados econômicos mistos, que dificultam a decisão de Powell em equilibrar os mandatos de máximo emprego e preços estáveis.

Os investidores estão atentos ao discurso de Powell, que pode indicar se ele está aberto a cortes nas taxas. A pressão de Trump para reduzir os custos de empréstimos a 1% é extrema, com o presidente argumentando que isso economizaria bilhões ao governo. Enquanto isso, a expectativa de um corte de 25 pontos-base na reunião de setembro é alta, mas a decisão pode ser mais acirrada do que os mercados antecipam.

A tensão entre a administração Trump e o Fed continua a ser um desafio, especialmente em um cenário econômico incerto. Powell, que foi indicado por Trump em 2017 e reconduzido por Joe Biden, reafirmou sua intenção de permanecer no cargo até 2026. A postura cautelosa de Powell contrasta com a urgência de Trump em estimular a economia, o que pode impactar as decisões futuras do banco central.

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