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Indústria têxtil pode perder 20 mil empregos devido ao aumento de tarifas

Indústria têxtil brasileira pode enfrentar a perda de até 20 mil empregos devido a tarifas dos EUA, afetando o setor e a balança comercial

Indústria têxtil busca redirecionar exportações aos EUA para mercado interno e outros países (Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo)
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  • A indústria têxtil brasileira pode perder até 5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos devido a tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos.
  • A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) alerta que o impacto será significativo se as exportações não forem redirecionadas ou absorvidas pelo mercado interno.
  • Entre julho de 2014 e junho de 2023, o setor gerou 7,7 mil novas vagas.
  • No primeiro semestre de 2023, a produção têxtil cresceu 11,4%, enquanto o vestuário teve um aumento de 1,8%.
  • A Abit planeja agregar valor ao algodão nacional em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para se preparar para futuros acordos comerciais.

A indústria têxtil brasileira enfrenta um cenário desafiador, com a possibilidade de perder até 5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos devido a tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) alerta que, caso as exportações para o país não sejam redirecionadas ou absorvidas pelo mercado interno, o impacto será significativo.

Entre julho de 2014 e junho deste ano, o setor havia gerado 7,7 mil novas vagas. O presidente emérito da Abit, Fernando Valente Pimentel, destacou a importância de continuar a diplomacia empresarial, afirmando que o mercado americano é crucial para o Brasil. Os EUA são o quarto maior destino das exportações têxteis brasileiras, que cresciam a uma taxa de 14% ao ano. Em 2022, as transações totalizaram US$ 68 milhões, com destaque para produtos como meias e moda praia.

Desafios e Oportunidades

O saldo da balança comercial têxtil entre Brasil e EUA foi negativo em US$ 74 milhões no ano passado, e Pimentel prevê um aumento do déficit em US$ 38 milhões para este ano. Ele enfatizou que o mercado americano é o maior do mundo e que a situação atual é preocupante. As indústrias brasileiras estão buscando ampliar sua presença no mercado interno e fortalecer laços com países como Canadá e Portugal, onde há uma significativa comunidade brasileira.

No primeiro semestre de 2023, a produção têxtil cresceu 11,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o vestuário teve um aumento de 1,8%. O varejo de vestuário também avançou 5,5%. Em resposta aos desafios, a Abit, em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), planeja uma iniciativa para agregar valor ao algodão nacional, antecipando-se a futuros acordos comerciais, como o do Mercosul com a União Europeia.

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